Foi uma evolução natural do processo histórico de produção, necessário pra acelerar a capacidade produtiva
e o aprimoramento técnico-cientifico(alô, revolução industrial). Mas tem uma contradição gravíssima: cada vez mais uns poucos tendo muito e muitos tendo pouco. Concentração de capital(político, financeiro) puxa todo o resto: conflito de classes, crises econômicas, golpes, guerra comercial, militar e tecnologica, instabilidade, divisão internacional do trabalho mantendo o gap do primeiro para o terceiro mundo, precarização. E agora estamos pagando o preço até na questão ambiental: Braskem, Brumadinho, secas, chuvas, queimada, o planeta pedindo misericórdia. Olha as chuvas do RS, é daí pra pior.Como diziam as senhoritas: o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre. E o motivo todo mundo já conhece: é que o de cima sobe e o debaixo desce. Não cai no campo do juízo de valor, bom, mau, bonito, feio. Foi necessário, assim como o é a sua superação.
A forma que vivemos é essa aí. Alienação, isolamento, misantropia. Cada vez mais drogados e usando termos em ingles pra explicar o óbvio: burn out, quiet quiting.... Exploração e luta de classes, caraio hahaha.
As relações sociais são ditadas pelas relações de produção. Todo mundo acha o governo uma merda, os impostos uma merda, os salários uma merda, serviços uma merda, o povo uma merda, os artistas uma merda, a atualidade uma merda, mas o sistema? Ah, é muito bom.
Essa pergunta me lembra do livro do saudoso Mark Fisher, Realismo Capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo? É uma análise de como o sistema capitalista molda não apenas a economia, mas nossas relações, cultura e até a forma de pensar. Fica a indicação.
"É nossa tarefa elaborar políticas alternativas às existentes, mantê-las vivas e disponíveis até que o politicamente impossivel se torne politicamente inevitável"