Sou vizinho de um casal desse tipo. Eles brigam um pouco diariamente, mas quando chega época de eleições o bicho pega! Brigam pra valer pra todo mundo ouvir, quebram louças... Volta e meia os filhos deles vem dormir na minha casa quando os pais brigam muito.
Tem sim. Existem outras coisas que podem importar mais em um companheiro do que suas
opiniões políticas. No meu casamento eu sou esquedista/progressista, ela é conservadora/progressista.A questão é, quando você fala esquerdista e direitista, está se referindo a extremos?
Nenhum extremista se relaciona bem com qualquer tipo de gente.
O mais importante são os valores que cada um cultua, opinião política e visão de mundo podem nao ser totalmente alinhados, mas outras características e muito mais como lidam com as situações em conjunto, com companheirismo, transparência e cumplicidade.
Eu discuto muito com minha esposa, gostamos de dialogar e debater sobre ideias, veja bem, evitar os ad hominens, não concordar com a IDEIA do outro e não com o outro em si. Nossos diálogos orbitam sobre ideias e conceitos filosóficos, políticos, artísticos não são sobre pessoas e crenças. Aliás, temos poucas crenças, duvidamos de tudo, pensamos em conjunto.
Em qualquer discussão ou embate retórico o objetivo maior nao é ver quem está certo, e sim, que a melhor ideia ganhe, e então, os dois assimilam aquela conclusão para si.
Isso que você contou sobre esse casal que briga, certamente é ressentimento acumulado de outras questões e usam a política como base para validar seus conflitos.
Costumo dizer com frequência para ela, quando não chegamos a uma conclusão conjunta:
"Bem, não concordamos sobre isso, temos opiniões diferentes, e tá tudo bem." E assim fica, ninguém tem a capacidade de mudar o outro se ele não quiser mudar.
Abraço! Passe bem!