O preconceito com o negro é mais enraizado e abrangente. Até pelo fato das comunidades
indígenas serem mais isoladas e longe dos centros urbanos, das grandes cidades, e mais restrita à região norte do pais. Por exemplo, é mais provável que uma família branca do sudeste durante o império possuísse escravos negros, não índios. Provavelmente cagavam pros índios. Não havia tanto contato, é preciso certa convivência para desprezar.Justamente por habitarem as cidades, as favelas, comunidades, que sua cultura e presença incomodava os véi racistas putaços porque perderam escravos. Vamos lembrar quem apenas 2 anos após o fim da escravidão, foi criada a Lei da Vadiagem. Quem fosse maior de 14 e fosse pego sem trabalho, com pandeiro, cavaco, com excesso de melanina, podia pegar porrada, 30 dias cadeia simplesmente por estar andando na rua. Adivinha quem mais andava à toa sem emprego pelas ruas? Com o fim da escravidão, o preto não foi no outro dia bater carteira e estudar. Muitos ficaram jogados, ainda servindo como, cof cof, empregados dos senhores, por simplesmente não ter pra onde ir. Muitos caíram na criminalidade. O que contribuía ainda mais pra imagem ruim que parte da população tinha deles.
Séculos de escravidão deixam raízes na sociedade, não vão sumir por decreto ou mágica. É um processo. Aí o resultado é isso, até hoje gente escrota falando e fazendo merda. E o pior, gente que nem é racista, mas acha mimimi ou faz pouco caso, ao invés de ficar revoltada com o racista. São tão merda quanto.
Também há os negros com a cabeça nas nuvens, os ricos que se distanciam da realidade da maioria dos outros negros. Aí surgem uns comédias como esse aqui, negro direitista descobrindo em 2024 que extrema-direita européia não o enxerga como branco só por ter dinheiro. Lindo: