Sinceramente, não entendo como tem gente que gosta de viver (morar) nesse dois estados São Paulo e Rio de Janeiro são lugares horríveis e violentos onde não tem nenhuma qualidade de vida. Não dá pra andar depois das 22 horas que corre o risco de ser roubados.
Violência tem em todos lugares, mas no Brasil; SP e RJ ganha dos demais estados do Brasil.
Nunca pensei sair do meu estado e morar nesses lugares horríveis...aí.
Violência tem em todos lugares, mas no Brasil; SP e RJ ganha dos demais estados do Brasil.
Nunca pensei sair do meu estado e morar nesses lugares horríveis...aí.

anônima
Bem, você fala sem conhecer de fato, a mídia vende notícias ruins porque dão mais
Ibope.Sem dúvida a qualidade de serviços e empregos é melhor nessas duas cidades do que nas menores. Não tô dizendo que não haja violência, há também um fator de naturalização e adaptação com o tempo. São lugares muito grandes, não são todas as partes que são violentas, ou mesmo que haja violência e assalto, tem força coercitiva e repressora policial, existe uma tendência das grandes cidades de construção de grandes condomínios com muitos serviços, pedaços "privados de cidade".
Mas é aquilo, igual a música do Rappa:
"As grades dos condomínios são para trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão".
Bem, você nunca sabe, talvez uma grande oportunidade de emprego surja aqui, cabe a você decidir na hora ou não, se tiver filhos pequenos esse fato pesa muito.
É bem tenso ouvir de crianças coisas sobre a violência de maneira tão natural, um episódio de uma escola pública que eu trabalhei me marcou muito, um aluno de 8 anos chegou todo animado falando comigo dizendo que tinha uma notícia ruim e boa para me contar: eu pedi a informação ruim primeiro porque depois viria a boa e acabaria bem a conversa, falei exatamente isso para ele.
O menino me disse que a ruim era que tinha morrido de tiro um homem na porta da casa dele, e a boa era que o primo dele tava de férias passando um tempo casa dele e ele tinha trazido o vídeo game e eles estavam jogando muito.
Eu acredito muito no poema do Bertolt Brecht:
"Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito
como coisa natural.
Pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural.
Nada deve parecer impossível de mudar."
Nada deve ser impossível de mudar, mas de fato é triste a situação de desigualdade e violência.