Ou a notícia foi mal veiculada, ou traçaram-se relações imediatas sem muito fundamento. A questão
é que os alunos da PUC desprezaram os da USP na base de serem "pobres" e "cotistas". Cotista não necessariamente implica a raça, e não quero entrar em juízo errôneos; mas pode ser ou não que mencionando "cotas", estavam a fazer menção das cotas raciais, e não de renda. Daí entra o desprezo baseado em raça. Mas talvez não seja isso - o liberal brasileiro médio (ético, não econômico) imediatamente associa na sua mente pobre com não-branco e branco com rico. Isso é um viés tão preconceituoso quanto o da associação automática entre cor da pele e criminalidade. O progressista brazuca médio (que dentro do espectro do liberalismo francês é mais liberal que o conservador) é branquelo ou pardo de pele clara e quando vê o retinto ou pardo escuro imagina que foram paridos de uma periferia lá nos quintos passando fome e que só conseguiram ascender pelo paternalismo estatal... "Consciência política" estilo Senhorita Morello.