Vocês também acham que talvez o amor não seja para todos? Que talvez não seja pra você?

Não é querendo me fazer de coitado nem nada, odeio isso. Mas sei que algumas pessoas pensam ou já pensaram dessa forma e de um tempo pra cá tenho acreditado que talvez seja verdade. Talvez eu tenha aceitado a solidão, no sentido de tentar não me iludir, de não criar expectativas em algo que talvez nunca aconteça, ou que não aconteça tão cedo. Estar cansado e desgastado de tentar correr atrás, de talvez investir em algo que só vai me causar sofrimento e confundir paixão com carência.
Muitos dizem que todos têm sem tempo e talvez isso seja verdade, mas também é possível que em raros casos esse tempo nunca chegue.
anônimo
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anônima
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21/07/2018 08h35

Na minha humilde ideia sobre o amor, é que ele está se fortalecendo dentro de

mim, pouco a pouco, com o passar dos anos e, era algo que antes, pensava estar ligado aos relacionamentos. E não é verdade, as pessoas buscam refúgio delas mesmas no outro, na esperança de se encontrar no amor. Mas essa descoberta é solitária, não tem como ser despertado por alguém que está fora do seu corpo. As nossas relações só amenizam um pouco da nossa carência por companhia intelectual e sexual. E viver satisfazendo essa carência é muito fácil. Agora, tire a companhia intelectual e sexual da relação, será que resta algo mais sólido? Se não sobra nem um certo carinho e respeito, tanto pelo outro, quanto por você mesmo, você está vivendo numa relação superficial. E, para a relação sair do superficial, leva algum tempo e esforço de ambos. Assim como, ocorre toda a metamorfose da flor até se tornar um fruto: a expectativa de haver a atração do polinizador pela nossa flor; de ter uma "abelha" para polinizar os nossos sentimentos; se alguém irá regá-la até a nossa maturidade; e por fim, qual será o predador que irá espalhar a nossa semente pelo mundo. Cada estação deve ser apreciada. O amor deve estar vivo entre nós e em nós, mesmo que tudo seja destruído, mesmo diante de uma guerra violenta, o amor precisa estar vivo entre nós, para, enfim, querermos sobreviver ou aceitarmos a morte, em paz.