Às vezes sinto que meus pais não me fortalecem em nada. Cobram ajuda de mim e do meu irmão, mas não se olham no espelho. Vou trabalhar todos os dias sem comer, porque não tenho tempo e não fazem comida. Eles ficam em casa bem alimentados, enquanto eu passo fome. Vivem dizendo que estamos grandes e temos que se virar, mas pedem nossa ajuda? Chego à noite exausto, como e durmo. Estou magro.
Não tenho dinheiro pra marmita todo dia e, quando preciso de algo, tenho que correr atrás sozinho. Mesmo assim, empresto meu cartão pro meu pai e faço tudo o que pedem, mas não recebo apoio nenhum. Por isso, estou começando a não querer ajudar mais ninguém.
Não tenho dinheiro pra marmita todo dia e, quando preciso de algo, tenho que correr atrás sozinho. Mesmo assim, empresto meu cartão pro meu pai e faço tudo o que pedem, mas não recebo apoio nenhum. Por isso, estou começando a não querer ajudar mais ninguém.
O que você descreve não é ingratidão, é esgotamento. Passar fome enquanto quem mora com
você está confortável não é algo normal nem justo.Se houver qualquer possibilidade, começar a planejar sua saída daí pode ser um passo importante para sua saúde física e emocional. Juntar dinheiro, dividir moradia com alguém ou buscar alternativas mais baratas pode te dar mais autonomia e dignidade.
Enquanto isso, tente estabelecer limites claros. Ajudar não pode significar se anular ou passar necessidade. Emprestar cartão, dinheiro ou energia quando você mesmo está no limite só aprofunda o desgaste.
Você não está errado por começar a repensar até onde vai sua ajuda. Cuidar de si não é egoísmo, é sobrevivência.