Esse texto está intenso o suficiente para colocar no começo de um livro?

Amor é dor. Mas quanta dor Elias poderia suportar, sabendo que a pessoa que amava nunca o amaria de verdade? Aqueles olhos… sempre cheios de paixão — mas nunca por ele. Amor? Ele havia parado de ansiar por algo real há muito tempo. Ester era tudo: sua razão para acordar, para respirar. Mas o que tinham não era amor, era uma ilusão frágil, uma obra-prima de engano pintada com pinceladas de desespero.

Quanto tempo até ela perceber? Até ver que estava sendo manipulada? Ele sabia — e ainda assim não conseguia soltá-la. Deixá-la ir? Nunca.

Ela era tudo para ele. A única para ele. O mundo, seu próprio céu, seu próprio inferno, sua própria dor, sua própria cura. A pessoa que o dilacerava e o curava em igual medida.

Nesse nível de sentimentalismo vocês enxergam um homem ou uma mulher?
11/01/2026 20h35

É bem comum os romances retratarem o amor como dor e sofrimento. Não vejo muito

romances focando nas coisas boas do amor, só na parte do sofrimento. Eu gostaria de ler um romance assim que vai contra a maré.

Vc escreve bem, não é meu estilo porque gosto do estilo mais simples sem tanta poesia e analogias, mas vc escreve bem. Também escrevo, ou pelo menos tento, mas meu estilo é mais parecido com o estilo americano.
Sobre sua pergunta: se encaixa mais como personagem masculino, esse estilo mais poético e dramático geralmente é mais característico de personagem masculino em história de romance.

Eu costumo imaginar que sou o personagem narrando a minha visão da história(eu incorporo a personalidade do personagem), assim consigo saber se combina mais com masculino ou feminino, e também acabo conseguindo escrever como alguém com aquela personalidade agiria e veria as coisas. Eu imaginei o dublador do Johnny Depp, que também dublou o Brad Pitt em alguns filmes, narrando sua história. Definitivamente é homem narrando.