Homens dizem gostar de mulheres profundas, mas escolhem a superficialidade

Homens costumam dizer que admiram mulheres profundas. Dizem que gostam de conversas intensas, de conexão emocional, de alguém que vá além do óbvio. No discurso, a profundidade é exaltada como virtude. Na prática, porém, a escolha quase sempre caminha para o oposto. O que se prioriza não é a complexidade emocional, nem a capacidade de sentir e refletir, mas a aparência, a leveza artificial e a ausência de questionamentos.

A preferência por mulheres que vivem em função da beleza não é apenas estética. Ela revela um padrão de vínculo mais confortável. Uma mulher bonita, desejável e emocionalmente superficial não exige muito além da presença física. Ela não confronta incoerências, não cobra elaboração emocional e raramente obriga o outro a olhar para si mesmo. É uma relação que flui sem grandes tensões internas, ainda que seja vazia de profundidade real.

Já a mulher profunda ocupa outro lugar. Ela fala sobre sentimentos, nomeia dores, vive as emoções com intensidade e não se contenta com conexões rasas. Ela não aceita migalhas emocionais, nem discursos vazios que não se sustentam na prática. Ao se relacionar, ela exige presença, responsabilidade afetiva e coerência entre o que se diz e o que se faz. Isso não é romantização, é estrutura emocional.

O problema é que profundidade não seduz quem não quer se aprofundar. Mulheres profundas funcionam como espelhos. Elas percebem contradições, expõem fragilidades e fazem perguntas que muitos preferem evitar. Estar com elas implica encarar feridas antigas, inseguranças e limites emocionais mal resolvidos. Para quem nunca aprendeu a lidar com isso, a profundidade soa como ameaça.

Por isso, a escolha pela superficialidade não é inocente. Ela é uma forma de esquiva emocional. Relações superficiais permitem prazer sem responsabilidade, companhia sem compromisso interno e afeto sem amadurecimento. São vínculos fáceis de manter e fáceis de descartar.
11/01/2026 23h13

Não deixa de estar certa.

Tu tem jeito de ser uma mulher que não se contenta

com o raso, que bom.

Vou anotar o teu ponto de vista aqui no caderninho.