Não suporto a religião cristã

Cristão, evangélico, católico, eu guardo preconceito. Óbvio, não vejo uma pessoa dessa religião e a xingo, mas simplesmente não consigo conviver bem, é um preconceito que não consigo suportar sem revirar os olhos e bufar. Não tenho preconceito com nada, não tenho preconceito com budismo, gays, pessoas de cor, mas essa religião em específico não dá. Estou tentando não deixar isso me chegar a cabeça, sei que é errado e todo dia tento evitar esses pensamento e desculpe se ofendi alguém desta religião, mas não suporto vcs. Desculpe outra vez.
anônima
anônima
12/01/2026 09h08

Acho que isso acontece por três fatores fundamentais, mesmo insciente, muitas pessoas são leigas, mas

defendem as ideias que seguem com unhas e dentes, mesmo sendo elas falsas

Viés de confirmação:
Nós, humanos, somos programados para buscar e valorizar informações que reforçam o que já acreditamos, enquanto descartamos o que contradiz. Um crente em uma religião baseada em mitos antigos (como lendas gregas adaptadas ou narrativas bíblicas) pode reinterpretar achados arqueológicos para "provar" sua fé, mesmo que a evidência aponte para origens culturais ou inventadas.

Interesses pessoais ou grupais:
Muitas crenças surgem ou são perpetuadas por motivos práticos. Por exemplo, o criador de uma doutrina (um líder religioso, político ou até um guru de autoajuda) pode inventar elementos para ganhar poder, riqueza ou controle social. Seus defensores, por sua vez, adotam essas narrativas porque elas oferecem identidade, comunidade ou conforto. Pense em cultos modernos ou ideologias extremas: os argumentos são construídos para legitimar o status quo do grupo, independentemente da base factual.

Retórica e narrativa como ferramentas:
A defesa não precisa ser "verdadeira" para ser eficaz. Técnicas como apelo à emoção (pathos), autoridade (ethos) ou lógica aparente (logos) — conceitos da retórica aristotélica — são usadas para validar crenças. Um mito pode ser transformado em "verdade eterna" através de histórias repetidas, rituais ou mídia. Isso vale para lendas folclóricas (como o Papai Noel, que começou como uma invenção comercial) ou invenções deliberadas (como teorias da conspiração que servem a agendas políticas).