Sempre fui uma pessoa calada desde pequeno. Cresci vendo meu pai e minha mãe darem mais atenção ao meu irmão. Meu pai ensinou ele a dirigir, sempre saía com ele para vários lugares, enquanto eu ficava de escanteio.
Ele vivia dando presentes para o meu irmão e fazia esforço para realizar tudo o que ele pedia. Comigo, isso nunca acontecia. Eu não ganhava nada, ninguém conversava comigo, não me chamavam para sair. Eu ficava sempre ali, na minha própria solitude.
Hoje em dia, meu pai tenta se aproximar de mim, mas eu não consigo. Parece que somos dois estranhos morando na mesma casa, e eu sinceramente não sei como mudar isso.
Ele vivia dando presentes para o meu irmão e fazia esforço para realizar tudo o que ele pedia. Comigo, isso nunca acontecia. Eu não ganhava nada, ninguém conversava comigo, não me chamavam para sair. Eu ficava sempre ali, na minha própria solitude.
Hoje em dia, meu pai tenta se aproximar de mim, mas eu não consigo. Parece que somos dois estranhos morando na mesma casa, e eu sinceramente não sei como mudar isso.
Te entendo, não se culpe, você é o menos culpado dessa história. O meu pai
é do tipo provedor, sofreu na infância e colecionou traumas - refletindo em seus comportamentos. Mas eu, enquanto filho, nada tenho a ver com isso. Até hoje sou deixado de escanteio, mesmo sem saber o porquê, mesmo sendo um bom filho. A minha mãe me ensinou a ser homem e eu seria totalmente o oposto se eu tivesse um filho. Tentaria ser o melhor pai do mundo só para não repetir esses traumas.A questão é que fica uma sensação ruim, né? Digo quando se há uma aproximação "forçada". Depois de tanta rejeição esse afeto não serve para nada, chegou muito tarde. Eu recomendaria, se for do seu interesse, dar margem aos poucos ao seu pai, ir conversando e etc (tudo no seu tempo e limite). Se você não quiser prolongar afetivamente essa relação está tudo bem também, você tem esse direito.
Enfim, é um processo lento... e cabe somente a você decidir se vai jogar o jogo ou sair dele.