Por que japonês e português preferem dedicar a vida a carreiras que confeccionar uma família?

O declínio populacional japonês é assustador. 128 milhões em 2010 para 122 milhões em 2026. Com tedência de queda nos próximos anos.

Já Portugal tem o mesmo número populacional há quase 40 anos.

O que leva alguém a preferir dedicar a vida toda a carreira e se negar, deliberadamente, a formar uma família? O que motiva essa pessoa? Será niilismo?

https://www.youtube.com/watch?v=A-rEb0KuopI
30/01/2026 15h37

Acredito que este fenômeno, embora esteja aqui na sua pergunta evidenciado pelo caso japonês e

português, se deve, entre outros fatores, a duas causas principais que desejo elencar:

1- Aumento do custo de vida no país: impostos mais altos em itens básicos para a sobrevivência podem desmotivar a constituição familiar que demandaria altas despesas. Assim como os produtores, os governos buscam maximizar a margem de lucro (ou arrecadação).
2- Pensamento contemporâneo: na modernidade, a mudança na cultura e os pensamentos que norteiam a perspectiva da população sobre o quê e como deve ser uma família, um relacionamento entre homens e mulheres etc. tem contribuído na desmotivação para tal. Creio que ideologias que se desviaram de um propósito principal "aparentemente válido" como o feminismo pregando a libertação da mulher de relacionamentos tóxicos, autoritários, desiguais, da "tragédia inevitável" de engravidar (ou alguma ideia parecida), a fluidez de gênero e a construção da identidade como algo majoritaria ou totalmente social como "pretexto" para, de uma certa forma, abrir espaço para a opinião pessoal do indivíduo para lhe conferir identidade com base naquilo que sente ou deixa de sentir com base em suas experiências pessoais desagradáveis a despeito da realidade; tudo isso contribuiu para desconectar pessoas umas das outras com diversas distrações: tecnologia, atenção maior no "eu, minha vida, minha carreira, meu dinheiro, minhas coisas, minha vontade...", associação da figura masculina como opressor e mal desnecessário, exaltação do feminino como moralmente superior ou de questionabilidade muito menor, transformação da família e do processo de gestação e criação de filhos como algo penoso, opressor, aprisionador e degradante.

Acredito que esse fenômeno é nocivo para a própria sociedade por causa de um sistema existente no Brasil muito simples chamado APOSENTADORIA.
A baixa natalidade culmina em menor população contribuinte, forçando o governo a reajustes.