O que você acha da reforma trabalhista da Argentina?

Eu já trabalhei numa escala em que tinha uma folga na terça a cada 15 dias, não recebia hora extra e trabalhava de 7h as 19h com 1h30 de almoço. Era um salário mínimo e nenhum benefício.
Não desejo isso pra ninguém. Pior que já escutei gente dizendo, "eu sou contra os direitos trabalhistas"
anônimo
anônimo
21/02/2026 02h14

Cara, isso dai foi um tiro no pé, né?

Colocar o pessoal para trabalhar 12h

por dia e cortar horas extras não vai melhorar a economia e a qualidade de vida, pelo contrário...

Somos humanos, temos limitações físicas/mentais. Há estudos que comprovam que só conseguimos manter o foco em algo por 5h seguidas, depois disso começamos a declinar cognitivamente, deixamos de ser produtivos.

Trabalhar 8+1 almoço por dia já é bem cansativo, digamos assim, você dedica ali 9~10 horas durante 6 dias por semana para a empresa, isso não é fácil. Basicamente você chega morto, sem aproveitar nada do trabalho que teve, então tem que ser avaliado os prós e contras.

Não adianta trabalhar mais achando que vai melhorar a economia se, no fim de semana, você vai estar morto demais para aproveitar tudo o que supostamente conquistou ralando igual um condenado.

Esse negócio de trabalhar mais ser bom para economia não é bem verdade, diversos setores da economia altamente produtivos como o setor financeiro e industrial já trabalham com jornadas reduzidas. Quem mais insiste em manter o peão escravizado é o setor de serviços e comércio. Os caras querem abrir 24h por dia sem contratar uma equipe pra dividir o fardo, prefere jogar toda a bucha no colo de meia dúzia de peões que, muitas vezes, não recebem um salário a altura do esforço que faz.

O que o Milei deveria fazer, assim como aqui no Brasil, é focar em áreas importantes que geram lucros para o país, investir em infraestrutura, em tecnologia de ponta que possa aumentar a produtividade, e não fazer o peão trabalhar igual condenado.

Reduzir as taxas de importação para que possamos importar bens de capital que vão elevar nossa produtividade. São coisas que fazem a diferença.

Agora, proteger industrias ineficientes, aumentar carga horária dos trabalhadores, aumentar imposto e torrar dinheiro público sem propósito, ou achar que o país vai crescer apenas com discursos vazios, é tolice, não funciona e nunca vai funcionar.