12/03/2026 22h11

Adão e Eva possuíam no Éden dons praeternaturais e a graça santificante (o estado de

justiça original). Quando pecaram, perderam esses dons e, consequentemente, sua descendência não os herdou.

Imagine um rei que possui muita riqueza, mas comete traição, perde seu título e tem seus bens confiscados. Seus filhos nascerão plebeus e pobres. Eles não são culpados pela traição do pai, mas sofrem as consequências da perda da riqueza que lhes seria transmitida.

O apóstolo Paulo explica isso na Carta aos Romanos: "Assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um só muitos serão constituídos justos". Se a humanidade não fosse capaz de herdar o estado de queda do "Primeiro Adão", ela também não seria capaz de receber a graça salvífica do "Segundo Adão", que é Cristo, Nosso Senhor.

Se, ao contrário, fôssemos indivíduos totalmente isolados, então a morte na cruz de Jesus Cristo só teria valor para Ele mesmo. A salvação só pode ser oferecida a todos porque a graça de Cristo perpassa por todos.

Mas diferente da nossa entrada na família de Adão (que se dá pelo nascimento), a nossa entrada na família de Cristo exige um ato de vontade nosso. Isso porque Deus é tão bom que respeita a nossa vontade e não impõe a salvação. Cada um deve aceitar essa graça livremente (através da fé e do batismo) para se reconectar a Deus, e deve viver uma vida de obediência e santidade para não se desconectar do Corpo Místico de Cristo.