O que é essa onda conservadora que alcançou até o rock'n roll?

Essa semana estreou no Brasil o filme Bohemian Rhapsody, que conta o surgimento da banda Queen e do ícone do rock Freddie Mercury que é sabido por todos - principalmente os fãs - que era homossexual. Na internet surgiram vários relatos de vaias nas sessões, e reações homofóbicas.

No mês passado o Roger Waters foi vaiado durante um show ao exibir no telão os dizeres ELE NÃO, sendo que não é novidade pra nenhum fã que as músicas do Pink Floyd sempre tiveram conteúdo político crítico.

O que acontece com essa galera que quer ouvir rock'n roll, mas que ao mesmo tempo quer defender a moral e os bons costumes? Será que essa geração não sabe que a essência do rock é a subversão?

Não quer ouvir música subversiva, ouve sertanejo universitário então porra.
anônima
anônima
07/11/2018 21h52
Ramones mostrando seu desprezo pelo socialismo


Elvis se encontrando com o Nixon. Nesse dia, deu uma arma de presente pro presidente e ganhou um distintivo dourado de agente extra-oficial da Brigada Anti-Narcoticos (o rei odiava drogas e sempre denunciava seus colegas do show business).


Neil Young & Trump.


Tom Morello, guitarrista do Rage Against The Machine e do Audioslave. Socialista e formado em Ciência Política em Harvard.


Rock nunca foi braço de cartilha ideológica ou partido e sim o som da contra-cultura e liberdade. Há artistas de esquerda,direita, liberais, conservadores, niilistas, satanistas, religiosos. Ted Nugent é defensor da caça esportiva, Morrissey é defensor dos animais. E por aí vai. Não se trata de defender ideologias, e sim o que acredita ser o certo.

O problema no caso do filme do Freddie e do show do Waters não é o fã ser conservador. É ser burro mesmo. É como um vegano ir a uma churrascaria e reclamar do cheiro de carne. Mas hein, esperava o quê?

As pessoas ficaram meio babacas, acho que por culpa das redes sociais. Estão constantemente tristes, putas e revoltadas e procurando motivos para caçar briguinhas na internet. Aí o emburradinho virtual acaba vindo para a realidade. E se impressiona com a vida como ela é.

Antes era inteligente separar o artista da obra. Hoje parece tarefa impossível. Parece que a obra ficou em segundo plano.