Sempre lamento quando vejo os rapazes novos.

Sempre que eu vejo um rapaz jovem fico pensando no tempo que eu perdi da minha vida sem ter vivido nenhuma experiência romântica. Agora eu já sou considerada muito velha pra um rapaz de 18, 19 anos, mas eu não tenho um décimo da experiência que eles têm. Na verdade, não tenho nenhuma.

Por fora eu sou uma senhora (tenho 30, mas todos me dizem que pareço ter 45 anos), mas por dentro ainda me sinto uma adolescente. Meio que parei no tempo. Não vivi aquela fase como os outros jovenzinhos vivem. Agora sou uma adulta "retardada", pois fiquei devendo as experiências da juventude.

Hoje um adolescente me chamou de tia. Fico triste por saber que um rapaz jovem me atrai, mas eu jamais o atrairei, porque além de ser feia, eu pareço muito velha.

Só queria desabafar e saber se alguém se identifica.
anônima
anônima
anônimo
anônimo
04/01/2020 12h59

Sendy, eu também me sinto assim, me casei muito cedo. Meu casamento acabou e eu

"caí na vida", tive dois relacionamentos com duas pessoas e a única coisa que eu tinha era o controle de quem eu sou (e mesmo assim em alguns momentos eu perdi).

No fim desse segundo relacionamento agora em Outubro eu me percebi como uma criança, imaturo fui durão demais com a primeira, implacável, espersva muito dela e não tive a capacidade de perceber e compreender sua insegurança.

A odiei por alguns momentos, o site está repleto dos meus relatos a culpando por "jogos" que não tive a matiridade de perceber que eram mera insegurança, medo, dúvida...

Na segunda, acreditei que me amasse porque "era a fim" há algum tempo, dava demonstrações de alegria, de que estava segura da relação, não tínhamos problemas até que começou a fica indiferente, pondo a culpa em problemas familiares que eu não tinha como intervir, nada podia fazer além de ficar do lado dela, apoiar e ficar próximo enquanto ela se afastava, negligenciei todos os sinais acreditando em uma mentirada montada para não me mostrar a verdade.

Me faltou medida, faltou equilibrio, fui duríssimo com uma e leniente com outra, ou seja, imaturo para lidar com as duas situações.

Enfim, querida: nós somos o que sokos e o que importa é o que fazemos com as nossas reflexões. O passado já foi, já está escrito, é aprendizado, a única coisa que importa é transformamos isso em atitudes para o nosso futuro.