09/01/2020 14h02

Não odeio nada em mim. Algumas coisas em mim que eu não gostava, como:

1) altura

(Eu não lidava bem com meus 1,76 de altura, pois por aqui não é comum uma mulher ter essa altura).
2) diastema (Eu tinha separações nos dentes e antes não me incomodava, mas minha prima me enchia o saco com perguntas: Você não vai endireitar esses dentes? Quando é que você vai usar aparelho? Até que eu parei de sorrir por um bom tempo ou então colocar a mão na boca).
3) estrias (Faz tempo que não uso short quando vou à praia, minha prima também ficou me enchendo quanto a isso, mesmo ela tendo e se sentindo incomodada com as dela. Até que fui a praia e decidi não usar o short, logo ela falou: "Você vai ficar assim? Eu escolhi meu biquíni short para não mostrar as estrias, o seu não disfarça". Fiquei bem plena na praia só de biquíni. Só no Réveillon que preferi usar short porque a praia estava lotada de gente).
4) magreza (Eu era muito magra e isso acabava comigo, com 1,76 eu pesava 54kg. Não me sentia bem com meu próprio corpo. Até que comecei a malhar e tomei uma cartela de buclina, consegui 10kg em quase 2 meses. Fiquei mais satisfeita, apesar de ter ganhado uma pochete. Até que comecei a perder essa gordura chata do abdômen, hoje gosto mais do meu corpo).
5) cabelo (O cabelo com relaxante não me incomodava tanto, até porque passava dos ombros e formavam cachos e ondas bem abertas, mas tudo não são flores. Passei por um procedimento que acarretou no corte químico, meu cabelo não era mais o mesmo, não cacheava, vivia ressecado, sempre eu tinha que ficar cortando, mas não voltava.
Em 2016 conheci a transição capilar, tentei e não consegui ir até o fim. Em 2017 tentei novamente e segui firme até fazer o big chop (grande corte), foi a melhor coisa que fiz: Assumi meu cabelo natural).