A luta antirracista não é uma guerra de negros contra brancos.
Talvez você tenha uma visão “americanizada” de como o racismo opera. O fato do racismo não ter sido institucionalizado oficialmente por aqui, com leis ou regimes de segregação, e a criação do mito da democracia racial geraram uma falácia que ainda perdura, a de que não existe racismo no Brasil.
Esse mito permeia nosso imaginário de forma tão eficiente que muitas vezes não somos capazes de definir situações de racismo de forma objetiva e os brancos brasileiros tem uma imensa dificuldade em admitir que são racistas, embora quase todos conheçam alguém racista.
Esse último dado demonstra que é sempre mais fácil perceber o racismo no outro do que assumir o próprio racismo. Entretanto, é uma verdade dura e incontestável que no Brasil todo branco é potencialmente racista.
Neste momento, peço aos meus amigos brancos que não interrompam a leitura. Não se trata de uma generalização, mas da simples constatação de que, inseridos numa dada estrutura, nossa tendência é reproduzir aquilo que essa estrutura suscita.
Portanto, num país estruturalmente racista, calcado numa expressão de poder fundamentalmente branca, brancos serão racistas. Mas não porque o querem, e sim porque são forjados, educados, instruídos dentro dessa estrutura que define os lugares sociais de superioridade para brancos e subalternidade para negros. Desconstruir essa estrutura é o compromisso da luta antirracista.
Como a sociedade brasileira se funda numa estrutura de poder escravagista, todo nosso processo de colonização sempre colocou pretos e pobres em lugares sociais rejeitados pelos brancos, isto é, pelos detentores de poder.
A principal função do racismo é negar ou mesmo destruir a humanidade do negro e sua maior arma sempre foi a morte, tanto real qnto simbólica.
Texto completo: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/a-luta-antirracista-nao-e-uma-guerra-de-negros-contra-brancos
O que acham desse recorte? Faz sentido?
Talvez você tenha uma visão “americanizada” de como o racismo opera. O fato do racismo não ter sido institucionalizado oficialmente por aqui, com leis ou regimes de segregação, e a criação do mito da democracia racial geraram uma falácia que ainda perdura, a de que não existe racismo no Brasil.
Esse mito permeia nosso imaginário de forma tão eficiente que muitas vezes não somos capazes de definir situações de racismo de forma objetiva e os brancos brasileiros tem uma imensa dificuldade em admitir que são racistas, embora quase todos conheçam alguém racista.
Esse último dado demonstra que é sempre mais fácil perceber o racismo no outro do que assumir o próprio racismo. Entretanto, é uma verdade dura e incontestável que no Brasil todo branco é potencialmente racista.
Neste momento, peço aos meus amigos brancos que não interrompam a leitura. Não se trata de uma generalização, mas da simples constatação de que, inseridos numa dada estrutura, nossa tendência é reproduzir aquilo que essa estrutura suscita.
Portanto, num país estruturalmente racista, calcado numa expressão de poder fundamentalmente branca, brancos serão racistas. Mas não porque o querem, e sim porque são forjados, educados, instruídos dentro dessa estrutura que define os lugares sociais de superioridade para brancos e subalternidade para negros. Desconstruir essa estrutura é o compromisso da luta antirracista.
Como a sociedade brasileira se funda numa estrutura de poder escravagista, todo nosso processo de colonização sempre colocou pretos e pobres em lugares sociais rejeitados pelos brancos, isto é, pelos detentores de poder.
A principal função do racismo é negar ou mesmo destruir a humanidade do negro e sua maior arma sempre foi a morte, tanto real qnto simbólica.
Texto completo: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/a-luta-antirracista-nao-e-uma-guerra-de-negros-contra-brancos
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