Eu vejo que as pessoas depressivas normalmente não tem objetivos e metas para alcançar na vida e geralmente se sentem inseguras, não estão contentes com algo e não fazem nada para mudar queria conversar um pouquinho sobre este assunto delicado
Traumas e recalques reprimidos, conscientes e inconscientes, geralmente repetitivos. É como o efeito borboleta, uma
coisa que te afetou muito mesmo bebê pode ser acionado por um gatilho na adolescência e causar a depressão maior. Vou explicar o mecanismo mais comum de como isso acontece (não se trata de ciência exata, o cérebro humano provavelmente é maior mistério que conhecemos).Digamos que uma pessoa tenha sofrido traumas repetidos e tido que manter isso preso no inconsciente por ser doloroso demais ter consciência plena disso todo o tempo (acontece automaticamente como mecanismo de defesa). Isso vale do útero até a morte, e não precisa ser algo grave visto de fora, abuso, agressão, etc., depende apenas de como aquela mente sofreu e lidou com aquilo, ok?
A relação consciente/inconsciente molda muitos dos comportamentos, medos, fugas, e gera toda a desregulação que nós humanos vivenciamos, todos temos manias, raivas inexplicáveis, antipatias gratuitas, convicções ou prazeres que não parecem fazer sentido. Bom, quando algum acontecimento, experiência, pessoas, enfim, age como gatilho, desencadeia a ativação de todas as memórias reprimidas, e o cérebro manda os estímulos pro corpo como se aquele trauma estivesse ocorrendo agora.
Por isso existe síndrome do pânico, paranoia, e outros transtornos mais graves. Agora, enfim, chegando a depressão maior. Imagino isso ocorrendo repetidamente, criando um novo ciclo de trauma, se retroalimentando. O cérebro esquece como funcionar em estado normal e seu equilíbrio químico se altera para um estado quase permanente de uma pessoa que, embora não seja real, tem os estímulos de alguém sempre com medo, sempre se sentido sob agressão, sempre se sentindo rejeitada, e assim por diante.
Por isso o antidepressivo tem um afeito tão poderoso, ele age na serotonina e ajuda o cérebro a se reequilibrar. O resto é "retreinamento" mental do paciente pra tentar consolidar novos mecanismos até não precisar mais tomar.