anônimo
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24/09/2020 20h48

Graças a Deus!

-Deus lhe pague!
-Deus lhe abençoe!
-Vá com Deus!
-Se Deus quiser!
-Foi Deus que quis assim!
-Deus

sabe o que faz!
-Deus me perdoe!
-Deus dá, Deus tira!
-Graças a Deus!

Claro que uma criança ao se deparar com tanto Deus sendo citado pelas mais diversas pessoas iria se indagar de quem se trata. Ainda bem que no meu caso fiz esta pergunta para minha mãe. Já pensou se fosse para algum fundamentalista religioso qualquer?

Minha Mãe com aquela calma característica dela me respondeu dentro da visão dela que pra mim era inquestionável. E ela me convenceu.

Foi então que o mundo e suas possibilidades se abriram para mim; tudo era simples e fácil. Qualquer coisa jogaria na conta do Senhor dos céus e da terra.

Mas a coisa não era tão simples assim, minha mãe percebendo que eu estava usando muito o nome de Deus me alertou: ´´- Não pode ficar tomando o santo nome de Deus em vão! É pecado!“.
E o que ela me falou estava embasado no segundo mandamento cristão ensinado por Jesus Cristo, conforme o Novo Testamento bíblico. Então precisava ficar atento.

Qualquer coisa que minha mãezinha tenha dito tem um peso muito grande em minha vida, por isto que nunca uso o nome de Deus em nada. Já fui indagado várias vezes por isto e sempre gera uma certa desconfiança na pessoas quanto minha religiosidade, se tenho ou não.

Esta questão de jogar toda responsabilidade do que acontece no mundo na conta de Deus gerou um conflito muito grande na minha cabeça quando criança.
O que deveria pensar de um criminoso, se o ato dele foi Deus que quis? Isto só um exemplo pra citar.
O certo e errado deixaria de existir, tudo pertenceria a um plano perfeito que não caberia a mim questionar.

Cada um que fique com seus questionamentos e certezas a respeito.

Espero não continuar pecando tanto, se bem que só neste texto pequei 17 vezes…

-Que Deus me perdoe!

Glup…18 vezes…