Essa semana estava fazendo trabalho sobre os preços e os países em que o aborto é totalmente legal independente do motivo, e reparei que a maioria dos países da América Latina e países africanos, não tem legalidade, mesmo milhares de mulheres fazendo do mesmo jeito. Eu sou contra, mas ultimamente vejo que isso prejudica a vida de muitas mulheres, porque quem é rico pode desembolsar 2 a 6 mil e ir para Europa ou Colômbia fazem o procedimento rápido curtem as férias e ficam de boa, enquanto quem é pobre se arrisca em clínicas clandestinas. Só os pobres que se ferram e são os menos que deveriam ter filhos. No meu caso sou cristã, mas caso fosse estuprada eu acho que abortaria, me sinto hipócrita por pensar assim, pois eu crítico quem faz, e aborto é aborto do mesmo jeito, que diferença faz se for de um estupro? Não é uma vida?
Alguém tem opinião sobre isso, não quero ficar com essa paranóia sozinha.
Alguém tem opinião sobre isso, não quero ficar com essa paranóia sozinha.

anônima

anônima
31/01/2021 03h42
Moralmente sou contra e jamais faria. Porém pragmáticamente a favor, pois só olhar os países
que menos abortam são justamente os que tem a prática legalizada, além de todo país desenvolvido permitidos.Tentar jogar o problema na ilegalidade é uma burrice tremenda do nosso país. Pois não vai resolver nada.
O aborto como prática é uma realidade, e muito claro que o estado não consegue combater visto o tanto de clínicas clandestinas que tem. Então você só tem duas opções, continuar proibindo e ficar nessa situação atual de mulher tomando remédio não recomendado para aborto, morrendo em clínica clandestina e vidas sendo perdidas por desespero, ou liberar ele pela lei e o estado regular para que assim consiga ter e prática controlada de maneira eficiente, além de dar suporte as mulheres que querem fazer pois as vezes um psicológo do SUS mesmo pode sim com ajuda emocional fazer ela desistir de tentar o aborto enquanto ainda está na fila. Afinal em um país de sub-desenvolvido como o nosso aborto é principalmente por desespero e falta de condição para ter a criança.