Por que não há cotas para descendentes de imigrantes italianos?

"Uma vez dentro do navio, os imigrantes tinham que enfrentar uma viagem naval terrível, com duração entre 21-30 dias, amontoados no navio como passageiros de terceira classe. Não eram raros os envenenamentos por comida estragada, mortes por epidemias e ondas de furtos. Em 1888, em dois navios que transportavam imigrantes para o Brasil, o Matteo Bruzzo e o Carlo Raggio, 52 pessoas morreram de fome e, em 1899, no Frisca, 24 morreram por asfixia. Encaminhados para as fazendas, muitos imigrantes tiveram que enfrentar uma vida de semiescravidão nas plantações de café, bem diferente dos relatos de paraíso vendido pelos agentes que os persuadiram a abandonar a Itália."
anônimo
anônimo
12/12/2017 18h00

Se fosse assim teria cota para quase todas étnias. Muitos europeus foram explorados no trabalho.

A questão de cotas para negros é algo mais racial do que somente exploração no passado. Veja que os italianos explorados, as pessoas que têm suas origem nem sofre com descaso, ou seja, italianos de hoje são até bem valorizados na sociedade em relação negros( brancos, geralmente altos) tanto é que muitos se acham por ter descendentes italianos. Por outro lado, os negros explorados, além de serem escravizados e visto como um nada, as pessoas da etnia sofre até hoje com isso.
Cotas é um assunto para outro debate. Só quis explicar esse ponto da diferença dos negros e italianos.
Segundo o que você disse; os italianos podem ter ficado em terceira classe, eu digo que enquanto os africanos foram acorrentados e colocado em qualquer espaço. Os italianos foram semi escravizados, enquanto que africanos foram super escravizados. Os italianos tiveram escolha de vir para cá, enquanto que africanos foram obrigados.
Sei lamento pelos dois casos. E deveriam sim criar dia de consciência para suas vítimas. Bom aceitar diversidade pela sociedade atual e também pelos que não tiveram oportunidade, mas lutaram pela igualdade.

Conversa com Deus.