Eu penso que é um sentimento genuíno e puro, que faz o amante desejar o
bem do objeto amado em qualquer condição, e esse amor talvez não pode ser egoísta, mas ao mesmo tempo soa contraditório se eu disser que ele anda lado a lado com o medo da perda. É verdade que se tema a morte de um ente querido ou se tema ser trocado por outra pessoa dentro de um relacionamento conjugal, tendo em vista que se quer para si sempre aquela ternura e leveza que o sentimento proporciona, e isso de querer para si soa como uma espécie de egoísmo, pois não pretende dividi-lo com ninguém mais. Eu acho que o amor também causa ansiedade, dada a impermanência da vida, uma vez que o que se tem eventualmente pode ser assassinado pelo cano do tempo (o que me faz contradizer novamente, pois eu disse logo acima sentimento de leveza e esse último é justamente o contrário do snetimento de tensão suscitado pela ansiedade). O amor é um sentimento de bondade e generosidade; ele é como uma pessoa que oferta algo bom para alguém sem esperar receber algo em troca. Ele é bom e dócil e possui a natureza de uma criança: nobre, afável, vigoroso.