05/10/2022 10h52

Lula apostou em uma vitória no primeiro turno que não aconteceu. Fez um apelo ao

"voto útil" aos eleitores de Ciro, a maioria, como esperado, atendeu e o deixou apenas com os 3% (de 12% a 15% de eleições anteriores com concorrentes bem mais fortes e numerosos) que não votam em Lula nem a pau. A mesma coisa com Tebet, considerando que, ao contrário do PDT, o MDB não definiu quem vai apoiar. Nem Ciro declarou apoio a Lula, somente o seu partido. Isso tudo já era esperado e previsto.

Lula já chegou ao seu teto máximo. Não tem mais onde crescer nem palanque para subir nas principais cidades do país. A diferença de 5 milhões de votos é muito pequena, em se tratando de Brasil. Só em São Paulo, Rio e Minas, isso já cai, sem contar Paraná, Rio Grande do Sul e DF. Nem estou considerando os votos inválidos (brancos e nulos) e abstenções, que são um número muito grande e podem definir tudo.

Fato é que, ainda que ganhe, Lula não vai conseguir governar, tem uma maioria absoluta do Congresso contra ele, não vai conseguir cumprir sua agenda sem apelar para o autoritarismo, a exemplo de seus comparsas Ortega, Maduro e Evo. Lembrando que Lula tentou se tornar um ditador com o PNDH-3 que ele "assinou sem ler" na década retrasada mas, graças a Deus, não passou no Congresso que não tinha nem um décimo de opositores que tem hoje.

Não conseguindo cumprir sua agenda, começará a gerar insatisfação até mesmo entre seus próprios apoiadores e, para sofrer um impeachment, mais um para a conta do PT, não vai demorar nada. Dilma caiu por muito menos. E quem está apostando nisso é ninguém menos que Geraldo Alckmin.

Bolsonaro é estrategista e bem assessorado. Se perder, cai em pé.