Minha vó está morando comigo e estou perdendo a paciência. As vezes quero assistir TV, ela senta do meu lado e coloca vídeos na maior altura, faz ligação e fica falando alto... Acorda cedo, coloca música alta e acorda todo mundo... Ela comprou um celular novo e fica o dia todo pedindo ajudar ela a mexer, a pagar as contas dela, a mandar email, a tirar xerox de exames médicos... Mesmo quando estou estudando, ela pede isso tudo e ainda senta do meu lado pra conversar.
Sei que a idade é assim mesmo e eu faço tudo vom paciência sem reclamar com ela mas tem hora que irrita. Não posso conversar com ela pq ela é muito sistemática e sentimental, provavelmente vai dizer que está incomodando e vai querer se mudar.
Sei que a idade é assim mesmo e eu faço tudo vom paciência sem reclamar com ela mas tem hora que irrita. Não posso conversar com ela pq ela é muito sistemática e sentimental, provavelmente vai dizer que está incomodando e vai querer se mudar.
Eu li um artigo sobre envelhecimento e velhice no Brasil e nele fala que consta
na Constituição que é de responsabilidade da família cuidar dos idosos. Mas, foi realizada uma pesquisa em que derruba a defesa dos gerontólogos (de que os pais preferem ficar na casa dos filhos), tudo isso para os idosos não serem responsabilidade do Estado.Nessa pesquisa diz que os idosos preferem ser independentes e com saúde. O idoso, chamado de "velho" no artigo, procura por atenção. Sua avó comprou um celular novo, porque ela quer fazer parte do mundo atual, porque não dão atenção a ela quando está falando de coisas consideradas antigas para vocês.
Só tenho bisa e avó maternas. A minha bisa tem 91 anos e está bem durinha, gosta de cozinhar e tudo rsr, mas minhas tias não deixam mais. Ela quer se sentir útil. Quando vou na casa dela, ela conversa: ...No meu tempo era assim e eu ouço com a maior paciência do mundo, acho incrível a predisposição dela.
Minha avó tem 72, faz tudo. Adora viajar. Ela já tem uma visão de mundo diferente da minha bisa, apesar de ser mais jovem. Por minha vó, você tendo um marido que "lhe dê de comê" está bom demais, ao contrário da minha bisa. Eu gosto de ouvir as experiências delas, fazem parte de nossas gerações e elas não viverão para sempre.