01/05/2023 20h05

Porque a arte é por essência revolucionária e transgressora (do contrário estaríamos pintando na parede

de caverna e batucando com pedaço de pau até hoje), adicione a desigualdade social e injustiça, jogando uma parte da sociedade, incluindo os mais jovens à parte marginal e oprimida. Vamos pegar 2 exemplos bem parecidos nesse aspecto: Estados Unidos e Brasil. Começo do século XX. Pretos não podem ir aos bailes? Eis que surge samba, pagode, blues e jazz. No começo foram criminalizados e proibidos, mas como a grana fala mais alto acabaram sendo incorporados à cultura nacional. Final do século, leis de segregação na teoria acabaram, mas o racismo ainda persiste, negros ainda vivem em comunidades lá e favelas aqui: cultura do gueto, rap, hip hop. Da mesma forma, o que era pra ser revolucionário (gangsta rap) acaba caindo no consumismo tosco (funkeiro e rapper na ostentação).

A arte que emana do povo fala mais alto e ecoa mais forte. Sempre foi, sempre será. Por que? Porque o povo é maioria.

Mas em contrapartida, por que você acha que cantores sertanejos eram e ainda são fechados com bolsonaro, militares, bancada evangélica? Reclamam da lei rouanet mas ganham cachê milionario de prefeituras, sem portal de transparencia, aprovação, retorno social, porra nenhuma? Gustavo Lima fazendo show de quase 1 milhão em cidade de 8 mil habitantes em Roraima?

Talvez porque 99% deles sejam fazendeiros, donos de terras, gado, frigoríficos, transportadoras. Cada um puxa pro seu.

E falando de um ponto de vista menos social e mais objetivo: esquerda tem mais sensibilidade, por isso a arte com essa visão de mundo toca mais. Direita acha que tudo é mimimi, tudo é frescura, não lê porra nenhuma, não conhece porra nenhuma. Que arte que vai sair daí?

Aliás, eu sei. Arte de Direita:



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