De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Traça as minhas cicatrizes com teus dedos
Para entrelaçar os nossos caminhos
Abra as feridas que nunca
fechamAté as suas tramas, o destino formar
O Sol te afasta dos meus sonhos
Amargando o meu doce dia
Me enrolar nos teus cachos negros
E nadar no lilás desse teu olhar
Pegadas de lobo na neve me guiam
Levando-me até o teu coração imóvel
Fúria e tristeza cristalizadas
Deixam os teus doces lábios a flamejar
Não sei se tu és o meu destino
Ou se ao acaso o amor nos uniu
Quando dei voz ao meu desejo
Vieste a mim sem assim desejares tu?