Colônia de povoamento x colônia de exploração. EUA foram planejados para serem uma reserva de
mercado e uma fortaleza caso desse merda na Europa (peste, guerras napoleônicas etc) e a coroa precisasse mudar de ares. Enquanto nas 13 Colônias, principalmente no norte, buscavam desenvolvimento, educação, criar um modo de vida (prioridade para imigrantes protestantes), pagando um tributo ao rei, nas 14 capitanias hereditárias apenas era implementado um sistema parasitário de exploração da riqueza para a coroa e mercado externo. Tanto que somente Pernambuco e São Vicente prosperaram, as demais fracassaram.O desenvolvimento aqui foi apenas depois da fuga da família real com medo do Napoleão, junto de membros da nobreza em 1808. Não foi por vontade ou projeto, foi necessidade de sobrevivência. Tanto que em 1820, boa parte retornou à Europa.
E após a independência americana, eles trataram de se fechar e adotar o protecionismo, a fim de não perderem a chance de desenvolver sua indústria embrionária. Especialmente os estados do Norte, se opunham fervorosamente ao liberalismo inglês (Jefferson tentou até proibir publicação dos Princípios da Economia Política, do Ricardo). A Guerra civil, mais que a questão abolicionista, foi um choque entre protecionismo da União e o liberalismo dos Confederados (turma do agro). Foi graças aos votos de Pensilvânia e New Jersey que o Lincoln foi eleito, o norte venceu e o protecionismo adotado até meados da primeira guerra mundial.
Aí depois de consolidado, EUA se especializou em ferrar o resto do mundo, solidificar o dólar, acolher os imigrantes ricos(capital) e pobres(mão de obra). Protecionismo pra eles, livre-mercado pra suas empresas entrarem nos outros países. Um caso emblemático é a famigerada United Fruit Company no começo do sec. XX. Empresa que ajudada pelos EUA derrubava governos na américa latina, financiava massacre de sindicalistas como na Colômbia, e implantava quem ajudava seus negócios. Daí termo republicas de banana.