16/12/2023 09h01

É mais fácil ser a favor do aborto quando você não é o médico fazendo

isso. Acho aplicável quando existe risco bem evidente à vida da mulher, mas não me sentiria confortável para fazer isso em outros casos. Se você já viu as incubadoras com prematuros nas maternidades, ou o cadáver de um prematuro com quase 500g, como eu já vi, vítima desses procedimentos, entenderá mais ou menos o que seria necessário ser feito na prática dentro desse procedimento. O aborto é aplicável em certas situações, mas daí para criar uma sociedade e um sistema de saúde que promove o aborto, é algo completamente diferente.
Prefiro investir em pré-natal de qualidade (o que diminui muito os riscos da gestação), medidas de conforto para gestantes e em orfanatos. Além disso, culturas que promovem o aborto, como a nossa, tendem a gerar sociedades com pessoas que possuem menos senso de responsabilidade com o sexo, mais gravidez na adolescência, mais transmissão de IST's do que originalmente haveria, entre outras coisas. Alguns podem dizer "ah, mas o aborto é legalizado no primeiro mundo, onde isso não é tão comum", mas é possível, sim, ver no que estão se tornando lugares como a Califórnia, como a França ou como outros lugares similares, que são mais desenvolvidos apesar dessas leis, se você comparar com lugares com uma cultura menos pró-aborto, como a da Polônia, esses problemas são muito maiores nesses lugares. As pessoas falam que legalização do aborto reduz o aborto, mas é importante lembrar que isso é baseado no fato de que estatísticas sobre aborto são geralmente infladas, por ser difícil saber o número exato de abortos.