Já que isso acaba interferindo na escolha dos alimentos.

anônima
É um dos problemas. Porque pobre e classe média (pobre Premium) não dispõe de tempo
e grana pra comprar, preparar e manter uma alimentação saudável. Vai ver o preço do salmão, compara com o do hot pocket. Vai comprar polpa, fruta, suco de 1L ou é mais barato e prático comprar uma coca de 2L? Cara passa o dia na rua, chega em casa tarde da noite, vai preparar comida? Nah, é pegar o miojão e fechou. Já trampei em um lugar em que tinha 15 minutos de almoço. 15 minutos, dava tempo de ir à cafeteria, pedir duas coxinhas e engolir sem nem mastigar direito.Se alimentar bem, fazer exercícios é um hábito. E quem vive no hábito de negligenciar isso acaba indo por esse caminho do sedentarismo, sobrepeso, podendo chegar à obesidade.
É uma soma de fatores, ninguém acorda obeso (não estou considerando os casos de genética). Começa com essa rotina, aí fecha o mês com 3 quilinhos a mais. Passa 5 anos, tá mais estressado, sem tempo, sem energia, bebendo, fumando, agora além de comer mal tem que tomar remédio pra dor no joelho, coluna. Não gosta do que vê no espelho, a vida sexual despenca. Aí vai descontando o desespero e o vazio existencial no Ifood.
Tem que ver que não basta ser pobre, a obesidade atinge mais a classe baixa dos grandes centros urbanos. O pobre da cidade tende a ser mais obeso, porque tem acesso à comida de baixa qualidade, cupom do Ifood, coisa que o pobre do campo não tem.
Ainda atinge mais as mulheres, questão hormonal, filhos, jornada dupla(trampar no trabalho e ainda cuidar da casa, mal tem energia pra fazer três flexões). Se não estou enganado mulherada representa quase 70% dos obesos.
Parece ser um paradoxo, porque a ideia é que baixo poder aquisitivo=pobre=não tem dinheiro pra se entupir de comida. Mas o buraco é mais embaixo. Não estamos falando de mendigos e sim de boa parte da população, que tá ali no limite.