Acredito que o mais gritante entre a mulher de balada, a ficante e a prostituta
são as semelhanças, não as diferenças.Elas tem algo em comum: uma perda de identidade, no que diz respeito a que posição elas almejam para si no mais profundo do seu ser. A posição de esposa, de ser o amor de alguém, de ser parceira de vida, de se sentir segura, amada de verdade e realmente importante para alguém.
Todas elas perderam essa identidade e mostram isso com sinais diferentes.
Os sinais da mulher de balada é que ela procura preencher o que deveria ser para uma vida com casos de momento, os famosos peguetes de balada, em algumas vezes a troco de uma bebida (coisa essa que inclusive pode alterar seu senso de julgamento, o álcool). Ela busca suprir seu anseio de realização pessoal que se daria numa parceria verdadeira e vitalícia em uma repetição interminável de pequenos momentos de curtição e prazer sem responsabilidade.
A ficante também perdeu essa identidade e o principal sinal que ela dá é a repetitiva imitação pobre da parceria. Ela se relaciona com alguém, até fica por um tempo e, o que parece/imita a parceria para a vida, na verdade se torna apenas mais uma temporada, porque ela tem medo de compromisso por uma série de fatores que não nos cabe nesse texto.
A prostituta chega num nível mais sério dessa perda de identidade porque o que pode ter começado por uma dificuldade financeira culiminou num autorrebaixamento dessa mulher a um mero produto, ela se comercializa, faz de si uma moeda de troca, quem sabe até para não ter o apoio que faltou durante a época que ela mais precisou de alguém.
A identidade de posição de esposa, de ser o amor de alguém nos leva a duvidar de coisas que vemos nas propostas da mulher de balada, a ficante e a prostituta:
1- A mulher não foi feita para ser só um momento.
2- A mulher não foi feita para se iludir com uma imitação de parceria.
3- A mulher não é um mero produto para comércio.