Solução besta pra um problema que não existe. Até o nome tá errado, baseado no
inglês, onde o gênero praticamente só se materializa nos pronomes. No português, aparece na vogal temática da maioria dos substantivos, nos adjetivos e nos artigos. Se as pessoas tivessem o mínimo de seriedade já teriam se dado conta de que não são "pronomes neutros", mas sim um neo-gênero neutro. Digo neo-gênero porque não se baseia no gênero neutro do latim, assim como o "gênero neutro" do asturiano e ao contrário do gênero neutro do romeno. Não que salientar o desenvolvimento recente fosse necessário, mas eu consideraria mais tecnicamente correto. Porque o gênero neutro das línguas indo-europeias são gêneros inanimados, ou seja, só usados pra conceitos e objetos. Por isso nem línguas que retiveram o gênero neutro tradicionalmente, como o próprio romeno (a única derivada do latim que reteve), alemão, russo, etc. poderiam simplesmente usá-lo com pessoas. Mas não duvidaria se algum militante começasse a usar, porque esse fenômeno de linguagem neutra anti-heteronormativa é comicamente caótico.