Macacos podem ter QI de até 95, o brasileiro médio tem QI de 83.
29% dos brasileiros são analfabetos funcionais.
Tem quase 1 milhão de pessoas presas, e muito mais pessoas que foram julgadas e não estão presas.
Vocês achariam justo excluir da democracia todas as pessoas com QI a baixo de 100, todos os analfabetos funcionais e todos os condenados por crimes (mesmo o que já pagaram a pena). Impedindo que essas pessoas possam votar e ser votadas, além de impedir elas de se expressarem publicamente sobre assuntos políticos?
Falo algo do tipo uma Carteira de Habilitação da Democracia, onde o cidadão tenha que passar por testes de QI, alfabetização e antecedentes criminais, antes de tirar o título de eleitor.
Na sua opinião isso seria bom ou ruim?
29% dos brasileiros são analfabetos funcionais.
Tem quase 1 milhão de pessoas presas, e muito mais pessoas que foram julgadas e não estão presas.
Vocês achariam justo excluir da democracia todas as pessoas com QI a baixo de 100, todos os analfabetos funcionais e todos os condenados por crimes (mesmo o que já pagaram a pena). Impedindo que essas pessoas possam votar e ser votadas, além de impedir elas de se expressarem publicamente sobre assuntos políticos?
Falo algo do tipo uma Carteira de Habilitação da Democracia, onde o cidadão tenha que passar por testes de QI, alfabetização e antecedentes criminais, antes de tirar o título de eleitor.
Na sua opinião isso seria bom ou ruim?
A propositura de restringir o sufrágio com embasamento em variáveis como QI, alfabetização ou histórico
criminal suscita ponderações de índole ética e jurídica de considerável monta. O Quociente de Inteligência (QI), por sua essência, ostenta limitações em sua capacidade de aferir a inteligência de modo holístico, face à sua suscetibilidade a fatores socioeconômicos e culturais, acarretando, desse modo, na comprometimento de sua precisão e equidade. Além disso, tal restrição se configura como contraventora dos pilares democráticos e dos direitos humanos fundamentais, os quais garantem a todos os cidadãos o prerrogativa de participar ativamente na condução do governo de sua nação.A segregação de indivíduos acometidos de analfabetismo funcional ou antecedentes criminais igualmente incute apreensões. O analfabetismo funcional, em verdade, não se revela como impeditivo inquestionável da capacidade de tomar resoluções políticas informadas, dada a influência de múltiplos fatores no processo decisório, como experiências vivenciadas e acesso a fontes informacionais. De igual modo, a subtração do direito ao sufrágio dos ex-detentos se reputa como forma adicional de punição, passível de perenizar a marginalização e obstar a reintegração social.
Para além das considerações éticas, sobressaem-se apreensões quanto às repercussões sociais e políticas dessa proposição. A concretização de um sistema assemelhado a uma "Licença Democrática" pode, em grande medida, fracionar a trama social e fomentar a disparidade, culminando em políticas destituídas de aderência às reais demandas e aspirações da coletividade. Desse modo, acredito que a abolição do sufrágio mediante critérios díspares solapa os princípios democráticos de equidade, inclusão e representatividade, enfraquecendo, pois, a estrutura democrática e relegando grupos preponderantes à margem da participação política plena.