anônimo
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21/05/2024 22h37

O feminismo é um movimento que parte da premissa de que existe uma opressão generalizada,

institucionalizada e enraizada culturalmente de um sexo sobre o outro, que encara homens e mulheres como categorias opostas, cujos interesses são fundamentalmente diversos/paralelos (e não convergentes), e que considera essa oposição de interesses irreconciliável. Não fosse verdade, os conflitos de interesses poderiam ser resolvidos em caráter privado, entre cada homem e mulher. Ainda que nem sempre atribua culpa ao homem (recorrendo a elementos deterministas como a família, a criação que um homem teve, a religião, a cultura "retrógrada" para justificar seus atos abusivos), o movimento tem como ideal não a noção da complementaridade ou a reconciliação entre os sexos, mas a emancipação da mulher em relação ao homem.

Assim, a solução "brilhante" que o movimento elege para garantir a segurança de mulheres é a participação e a luta política. O movimento toma como certa a participação política, sem questionar os aspectos éticos dessa participação. Querem suas demandas atendidas, mas, mais do que isso, não se importam que todos - inclusive aqueles cujos interesses não correspondam aos do feminismo - custeiem essas demandas, na forma de impostos e tributos. Ou seja, de algum modo acreditam que usar dinheiro público - tomado em grande parte de trabalhadores homens e mulheres que não militam pelo feminismo, inclusive sob ameaça de coerção por policiais homens - não diminui o empoderamento e a autonomia das mulheres. No pior dos casos, não se importam com isso, o que é cômico.