Larva de caos telúrico, procedo da escuridão do cósmico segredo

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anônimo
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5a
“Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!
A simbiose das coisas me equilibra.

Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!

Pairando acima dos mundanos tetos,
Não conheço o acidente da Senectus
— Esta universitária sanguessuga
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!
Entre na sua conta para participar
eles perguntam
7 respostas
3
4
elas respondem
3
Cheio dos poemas né
anônima
5a
Achei poético.
anônima
5a
No fundo,era só um ponto de vista
Do coração que batia no peito estreito para tanta emoção perfeita.
eles respondem
4
Vai ficar lendo livro agora?
anônimo
5a
Isso é Augusto dos Anjos óbvio.

O beijo é sempre a vespera do escarro.
anônimo
5a
Quem me dera ser letrado o suficiente a tal ponto de, reconhecer de qual pena, roçada num papiro, produziu tamanha reunião harmônica de palavras.
Única certeza é que, ele estava amando.
Interessante.