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anônima
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anônimo
5a
São olhos são estrelas
Sua boca é de mel
A casa do seus pais
Pra mim é um motel
Sua boca é de mel
A casa do seus pais
Pra mim é um motel
anônimo
5a
E agora, José?
Esqueci o resto
Esqueci o resto
Tem muitas... mas segue uma que gosto muito:
===============================
Só a leve esperança, em toda a vida,
disfarça a pena de viver, mais nada:
Nem é mais a existência, resumida,
que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada,
sonho que a traz ansiosa e embevecida,
é uma hora feliz, sempre adiada
e que não chega nunca em toda a vida.
Essa felicidade que supomos
árvore milagrosa, que sonhamos
toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim : mas nós não a alcançamos,
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos.
Vicente de Carvalho
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Só a leve esperança, em toda a vida,
disfarça a pena de viver, mais nada:
Nem é mais a existência, resumida,
que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada,
sonho que a traz ansiosa e embevecida,
é uma hora feliz, sempre adiada
e que não chega nunca em toda a vida.
Essa felicidade que supomos
árvore milagrosa, que sonhamos
toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim : mas nós não a alcançamos,
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos.
Vicente de Carvalho
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anônimo
5a
Hoje
Eu partirei
Peço perdão neste instante
Por estar indo embora
Assim tão de repente
Desta vez os lábios
Se abrem
Para lhe dizer:
“Até mais
Nunca esquecerei-me de você”
Não pare
Tenho que ir
Logo dirão:
“Ele era bom, mas lhe faltava tato”
O empobrecer de cada despedida
É o que me torna de fato
Um arquiteto de ruínas
Que mede, pesa
Qualquer movimento
De ninguém
Alguém me explica, por favor
Quem foi que me roubou o amor?
Porque eu, hoje
Não me permito estar indiferente à dor
Não quero dizer adeus
Eu partirei
Peço perdão neste instante
Por estar indo embora
Assim tão de repente
Desta vez os lábios
Se abrem
Para lhe dizer:
“Até mais
Nunca esquecerei-me de você”
Não pare
Tenho que ir
Logo dirão:
“Ele era bom, mas lhe faltava tato”
O empobrecer de cada despedida
É o que me torna de fato
Um arquiteto de ruínas
Que mede, pesa
Qualquer movimento
De ninguém
Alguém me explica, por favor
Quem foi que me roubou o amor?
Porque eu, hoje
Não me permito estar indiferente à dor
Não quero dizer adeus
anônimo
5a
À Uma Ausência
Sinto-me, sem sentir, todo abrasado
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal que me consome me sustenta,
O bem que me entretém me dá cuidado.
Ando sem me mover, falo calado,
o que mais perto vejo se me ausenta,
E o que estou sem ver mais me atormenta;
Alegro-me de ver-me atormentado,
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No mor risco me anima a confiança,
Do que menos se espera estou mais certo.
Mas, se de confiado desconfio,
É porque, entre os receios da mudança,
Ando perdido em mim como em deserto.
António Barbosa Bacelar
Sinto-me, sem sentir, todo abrasado
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal que me consome me sustenta,
O bem que me entretém me dá cuidado.
Ando sem me mover, falo calado,
o que mais perto vejo se me ausenta,
E o que estou sem ver mais me atormenta;
Alegro-me de ver-me atormentado,
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No mor risco me anima a confiança,
Do que menos se espera estou mais certo.
Mas, se de confiado desconfio,
É porque, entre os receios da mudança,
Ando perdido em mim como em deserto.
António Barbosa Bacelar
Fds não sei a diferença de poema e poesia.
❝No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira
Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem
❝No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira
Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem
anônimo
5a
Sam muitos desejos, sam muitas fantasias!
Sam incontroláveis vezes pensando!
Chega a passar de uma dezena, minha paixão é @Sam12
Sam incontroláveis vezes pensando!
Chega a passar de uma dezena, minha paixão é @Sam12
5a

anônimo
5a
Nunca foi fã de poesias, na verdade, eu odeio literatura
Não tive tempo para o ódio
Porque
Vivia a cova a me esperar —
E a vida não me foi tão longa
Que eu
Pudesse as rixas acabar —
Nem para o amor eu tive tempo —
Já que
Muito de mim tinha que dar —
O vão labor que o amor pedia
Achei
Duro demais para aguentar —
- Emily Dickinson -
(Tradução de José Lira)
Porque
Vivia a cova a me esperar —
E a vida não me foi tão longa
Que eu
Pudesse as rixas acabar —
Nem para o amor eu tive tempo —
Já que
Muito de mim tinha que dar —
O vão labor que o amor pedia
Achei
Duro demais para aguentar —
- Emily Dickinson -
(Tradução de José Lira)
anônimo
5a
Essa é a melhor:
KkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkk
KkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkKkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkk
5a
Poema Sujo
turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma?
claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica
e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu
tua gengiva igual a tua bocetinha
que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor
e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo
(não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti
bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era…
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
Ferreira Gullar
turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma?
claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica
e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu
tua gengiva igual a tua bocetinha
que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor
e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo
(não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti
bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era…
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
Ferreira Gullar
anônimo
5a
O mundo é uma bolinha de gude
A gente gira, bola eclive
Onde será q começou nossa origem ?
Tudo q eu sei, é q vou morrer virgem.
-Eu.
A gente gira, bola eclive
Onde será q começou nossa origem ?
Tudo q eu sei, é q vou morrer virgem.
-Eu.
elas respondem
8
anônima
5a
Do meu amado Bertolt Brecht, "Perguntas de um Operário que Lê":
Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China,
para onde foram os seus pedreiros?
A grande Roma está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes?
Até a legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua Invencível Armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos.
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória...
Quem cozinhava nos festins?
Em cada década um grande homem...
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias,
Quantas perguntas!
Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China,
para onde foram os seus pedreiros?
A grande Roma está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes?
Até a legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua Invencível Armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos.
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória...
Quem cozinhava nos festins?
Em cada década um grande homem...
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias,
Quantas perguntas!
E agora, José?
“[...]
Está sem mulher,
Está sem carinho,
Está sem discurso,
Já não pode beber,
Já não pode fumar,
Cuspir já não pode,
A noite esfriou,
O dia não veio,
O bonde não veio,
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou,
E agora, josé?”
Mas o poema que eu gosto mesmo é do “batatinha quando nasce”.
“[...]
Está sem mulher,
Está sem carinho,
Está sem discurso,
Já não pode beber,
Já não pode fumar,
Cuspir já não pode,
A noite esfriou,
O dia não veio,
O bonde não veio,
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou,
E agora, josé?”
Mas o poema que eu gosto mesmo é do “batatinha quando nasce”.
anônima
5a
"É tão gentil e tão honesto o ar
De minha dama quando alguém saúda,
Que toda boca vai ficando muda
E os olhos não se afoitam de a fitar
Ela assim vai sentindo-se louvar
Na piedosa humildade em que se escuda
Qual face um anjo que dos céus se muda
Para uma prova dos milagres dar
Tão afável se mostra a quem a mira
Que o olhar infunde aos corações dulçores
Que só não sente quem jamais olhou-a
E quando fala, dos seus lábios voa
Uma aura suave, trescalando amores,
Que dentro d'alma vai dizer: "Suspira!"
- Henrique Ferreira
De minha dama quando alguém saúda,
Que toda boca vai ficando muda
E os olhos não se afoitam de a fitar
Ela assim vai sentindo-se louvar
Na piedosa humildade em que se escuda
Qual face um anjo que dos céus se muda
Para uma prova dos milagres dar
Tão afável se mostra a quem a mira
Que o olhar infunde aos corações dulçores
Que só não sente quem jamais olhou-a
E quando fala, dos seus lábios voa
Uma aura suave, trescalando amores,
Que dentro d'alma vai dizer: "Suspira!"
- Henrique Ferreira
anônima
5a
A hora de cagar é uma sensação profunda, a merda bate na água e a água bate na bunda.
anônima
5a
Um poema:
"Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando."
"Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando."
5a
Se o mar pudesse lhes falar, diria que a escuridão de suas profundezas não é muito diferente do que há em nós.
5a
Batatinha qd nasce
5a
Eu já esqueci você
(tento crer)
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre,
Busco sempre,
A sonhar em vão
Cor vermelha,
Carne da sua boca,
coração.
(tento crer)
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre,
Busco sempre,
A sonhar em vão
Cor vermelha,
Carne da sua boca,
coração.
qual sua dúvida?
descubra tudo sobre o sexo oposto!