Você ainda gosta de ler e escrever cartas?
Qual foi a última vez que você leu o recebeu uma carta?
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eles perguntam
14 respostas
9
5
elas respondem
9
Sim! Para mim, é uma das coisas mais lindas, assim como dedicatórias, diários...Quanto a última que recebi, não me recordo, mas trocava email com uma amiga como se fosse correspondência.
Nunca li, recebi ou escrevi.
6M
Sim, fiz para o Dia dos Pais e das Mães, mas fazia com frequência na infância. Recebi já faz uns anos. Hoje em dia, as pessoas só escrevem por coisas digitais.
6M
Eu gosto de ambos.
Eu li e recebi das testemunhas de Jeová!
Eu li e recebi das testemunhas de Jeová!
6M
Eu acho o auge de um relacionamento, ficar mandando cartinhas românticas. Pena que nos meus nunca teve isso, a última vez que me enviaram cartinhas de amor foi quando eu tinha 12 anos.
anônima
6M
Nossa!
Tem muitos anos isso…
Tem muitos anos isso…
6M
Amo! Adoro ler o que os outros têm a dizer. Escrever cartas é colocar no papel o que a alma quer falar. Acho que foi em abril que recebi e li a última carta.
anônima
6M
Nunca recebi ou li
6M
Nossa, nunca escrevi e nem recebi cartas na vida !
eles respondem
5
Não escrevo uma carta há uns 11 anos.
Escrevi só quando bem criança, questão de atividade de escola.
6M
Olha, acho que a última vez que escrevi e enviei uma foi há uns 16, 17 anos.
6M
Não. Ultima vez foi em 95.
Brasília 17 de janeiro de 2025
Ela não sabia quando começou, porque parecia que sempre esteve lá: a repulsa por si mesma, a sensação de viver num exame invisível do qual dependia tudo. A infância não fora trágica, mas estava longe de ter sido leve. O ponto nem era o passado, e sim o fato de que, desde que tinha memória, enxergava-se como algo defeituoso. Qualquer deslize era vivido como crime que exigia perfeição absoluta para que a punição dela mesma não viesse.
Na adolescência, era elogiada por professores, colegas, chefes, pastores: inteligente, bonita, esforçada. Todos percebiam e aprovavam a disciplina impiedosa com que se cobrava. Havia até um orgulho envergonhado por conseguir se chicotear antes que alguém apontasse qualquer falha.
Quando virou mãe, tudo se intensificou. Amava o bebê do único jeito que sabia: como quem atravessa um campo minado. Cada traço infantil, como sujeira, teimosia, egoísmo ou birra, funcionava como um espelho torto de seu fracasso. A recusa vinha instintiva, mas era esmagada por outra ordem interna: mães perfeitas não rejeitam. Então se obrigava a ser amorosa com fervor quase histérico; quanto mais imperfeita a criança, mais santa precisava parecer.
Por fora era irrepreensível: paciente, carinhosa, dedicada. Por dentro, cada mínimo rompante de impaciência virava desmoronamento moral. A criança cresceu achando-se má e indigna, mas milagrosamente amada por alguém impossível de merecer.
Com o tempo, o filho passou a expressar o que ela escondia. Mentia, roubava, torturava bichos, e cada atrocidade era recebida com perdão silencioso e culpa assumida. Ela convertia os pecados dele em combustível para o próprio ódio. E ele, como todo filho que tenta amar do único jeito que consegue, devolvia à mãe aquilo que ela não podia admitir.
No fim, afundavam na mesma lama: ela, presa ao perfeccionismo; ele, atuando como espelho quebrado onde podia se culpar sem dizer nada.
Ela não sabia quando começou, porque parecia que sempre esteve lá: a repulsa por si mesma, a sensação de viver num exame invisível do qual dependia tudo. A infância não fora trágica, mas estava longe de ter sido leve. O ponto nem era o passado, e sim o fato de que, desde que tinha memória, enxergava-se como algo defeituoso. Qualquer deslize era vivido como crime que exigia perfeição absoluta para que a punição dela mesma não viesse.
Na adolescência, era elogiada por professores, colegas, chefes, pastores: inteligente, bonita, esforçada. Todos percebiam e aprovavam a disciplina impiedosa com que se cobrava. Havia até um orgulho envergonhado por conseguir se chicotear antes que alguém apontasse qualquer falha.
Quando virou mãe, tudo se intensificou. Amava o bebê do único jeito que sabia: como quem atravessa um campo minado. Cada traço infantil, como sujeira, teimosia, egoísmo ou birra, funcionava como um espelho torto de seu fracasso. A recusa vinha instintiva, mas era esmagada por outra ordem interna: mães perfeitas não rejeitam. Então se obrigava a ser amorosa com fervor quase histérico; quanto mais imperfeita a criança, mais santa precisava parecer.
Por fora era irrepreensível: paciente, carinhosa, dedicada. Por dentro, cada mínimo rompante de impaciência virava desmoronamento moral. A criança cresceu achando-se má e indigna, mas milagrosamente amada por alguém impossível de merecer.
Com o tempo, o filho passou a expressar o que ela escondia. Mentia, roubava, torturava bichos, e cada atrocidade era recebida com perdão silencioso e culpa assumida. Ela convertia os pecados dele em combustível para o próprio ódio. E ele, como todo filho que tenta amar do único jeito que consegue, devolvia à mãe aquilo que ela não podia admitir.
No fim, afundavam na mesma lama: ela, presa ao perfeccionismo; ele, atuando como espelho quebrado onde podia se culpar sem dizer nada.
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