Eu diluía maquiagem e jogava no cabelo de uma menina. Todos os dias juntávamos minha prima e eu, quando ela se distraia no recreio, jogávamos o líquido na cabeça dela. Aí secava e ficava parecendo caspa. Até que um dia os colegas da turma perceberam a tal “caspa” e ficavam zombando dela, ela saiu chorando da sala, aqui eu já tinha me sentido mal.
No dia seguinte a mãe dela foi até a escola e deu uma bronca na gente.
Uma outra vez, foram os meninos que estavam mexendo comigo. Um deles havia pego minha borracha, eu corria atrás deles e ficavam passando um para o outro. Até que me veio a brilhante ideia de pegar o apagador e jogar em um deles, acertei na janela. Voou estilhaços para todo lado.
Ah, e antes que me julguem, eu sempre fui uma aluna exemplar.
Parti algo sem querer, fiquei calada e pensei que só iria falar que parti se alguém fosse acusado.
Alguém foi acusado e eu fiquei com medo de falar que tinha sido eu...
Mas a culpa realmente foi da dona do objeto que o colocou no chão, com um casaco por cima.