Música boa ou ruim sempre existiu e é um tanto relativo. Até mesmo algumas das músicas mais famosas de grandes bandas de Rock das quais sou fã são bem questionáveis quanto à qualidade da letra, por exemplo. Mas entende-se música como um conjunto entre letra, melodia, harmonia, arranjo, intepretação, dentre outras coisas para além do instrumental em si.
O que consideramos como algo sendo bom ou ruim, ou algo que faz sucesso, é o momento. Cada gênero possui seu contexto e suas fases de acordo com a recepção social. Música clássica teve seu auge, assim como Rock, MPB, e por aí vai.
Considerando a música como uma indústria, ela precisa de lucro e de algo que viralize com maior facilidade, que tenha um potencial de atingir o maior número de pessoas possíveis para então ser consumida em massa. Para isso é preciso seguir um padrão e não fugir muito dele, o que significa que as músicas associadas a essa lógica tenham várias características em comum, sendo parecidas em vários aspectos.
Essa guinada na indústria musical/cultural não é de hoje, vem de anos e até décadas atrás, se parar pra analisar (os Beatles foram os pioneiros neste processo que se desenrolou). A música cada vez mais precisa ser um evento, promover um espetáculo, ainda mais num contexto de redes sociais. A IA é um advento recente e por si só não explica todo esse fenômeno até o momento atual.
E lembrando, artistas bons e talentosos existem em todas as épocas, alguns são mais reconhecidos, outros são ofuscados e eventualmente são descobertos ou redescobertos. A questão é saberem explorar o seu nicho e o seu público se não quiserem seguir o mainstream e o padrão pré-estabelecido.
Não, pois a qualidade musical já está em baixa desde o final da década de 2000. O nível de qualidade dos cantores piorou e não vemos mais aquela melodia na letra das músicas dos anos 70, 80 90 e 2000. Basta pegar algumas músicas do Zezé di Camargo & Luciano na década de 90 e 2000, e compara com as atuais, na deles tinham melodia, tinha naturalidade, tinha conteúdo. Estas atuais só falam mais de bebida, de sexo, de bobagem, etc.