Minha mãe não aprova muito relacionamento à distância, como lidar com a falta de autonomia?
Tenho 28 anos, com TEA e moro com os pais ainda. É ruim ter que dar satisfação, ou meio que pedir "aprovação" de algo, eu conheci uma moça que mora a 120 km de mim, deu certo de se ver a primeira vez pois eu fui em uma palestra, mas minha não encoraja vê-la de volta, normalmente permanecendo em silêncio, concordando ou as vezes falando que não dá certo e quando pergunto ela fala "pela distância" mas daí não diz mais nada.
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eles perguntam
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elas respondem
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Olha na minha opinião
Você não já tentou fazer terapia tcc ?
O psicólogo vai te ajudar a você ter mais autonomia.
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8d
Busque ajuda psicólogo, ele te orienta e aconselha.
eles respondem
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Meu jovem, a situação que descreves é uma das mais delicadas tensões da vida adulta, o desejo legítimo de conduzir a própria existência e, ao mesmo tempo, a realidade de ainda habitar sob o teto familiar. Tal circunstância naturalmente conserva certa influência dos pais sobre as decisões cotidianas, ainda que a idade já reclame maior independência.
A objeção de tua mãe parece menos uma questão de mero capricho e mais provável expressão de cautela. Relacionamentos à distância, afinal, exigem disciplina, paciência e discernimento. Não são empresas impossíveis, mas tampouco devem ser romantizadas. Uma distância de 120 km, contudo, não é propriamente um oceano entre continentes, trata-se de um obstáculo logístico, não de uma muralha intransponível.
O ponto central talvez não seja a distância em si, mas a ausência de autonomia prática. Enquanto dependes da aprovação tácita de tua mãe para visitar alguém, a relação fica submetida a uma autoridade externa. Isso pode gerar frustração e também dificultar teu amadurecimento como homem adulto.
Em meu modesto juízo, seria prudente falar com tua mãe não em tom de petição, mas de comunicação respeitosa. Em vez de perguntar se “podes” vê-la, informa teus planos com serenidade, “Pretendo visitá-la em tal dia, já organizei transporte e retorno.” Há grande diferença entre pedir licença para existir e simplesmente manter a família informada.
Também convém escutar com atenção se há preocupações não verbalizadas. Talvez tua mãe tema segurança, gastos, expectativas irreais ou eventual sofrimento emocional. Muitos pais escondem seus receios atrás de justificativas vagas, como “distância”, quando na verdade receiam perder influência ou ver o filho magoado.
Como homem de 28 anos, o desafio não é romper com brutalidade, mas gradualmente construir governo sobre a própria vida. Autonomia raramente é concedida por decreto, costuma ser conquistada pela demonstração contínua de responsabilidade.
A objeção de tua mãe parece menos uma questão de mero capricho e mais provável expressão de cautela. Relacionamentos à distância, afinal, exigem disciplina, paciência e discernimento. Não são empresas impossíveis, mas tampouco devem ser romantizadas. Uma distância de 120 km, contudo, não é propriamente um oceano entre continentes, trata-se de um obstáculo logístico, não de uma muralha intransponível.
O ponto central talvez não seja a distância em si, mas a ausência de autonomia prática. Enquanto dependes da aprovação tácita de tua mãe para visitar alguém, a relação fica submetida a uma autoridade externa. Isso pode gerar frustração e também dificultar teu amadurecimento como homem adulto.
Em meu modesto juízo, seria prudente falar com tua mãe não em tom de petição, mas de comunicação respeitosa. Em vez de perguntar se “podes” vê-la, informa teus planos com serenidade, “Pretendo visitá-la em tal dia, já organizei transporte e retorno.” Há grande diferença entre pedir licença para existir e simplesmente manter a família informada.
Também convém escutar com atenção se há preocupações não verbalizadas. Talvez tua mãe tema segurança, gastos, expectativas irreais ou eventual sofrimento emocional. Muitos pais escondem seus receios atrás de justificativas vagas, como “distância”, quando na verdade receiam perder influência ou ver o filho magoado.
Como homem de 28 anos, o desafio não é romper com brutalidade, mas gradualmente construir governo sobre a própria vida. Autonomia raramente é concedida por decreto, costuma ser conquistada pela demonstração contínua de responsabilidade.
8d
Busque autonomia, ué.
8d
Você sabe o que é certo e errado, já é adulto. Sua mãe pode no máximo te aconselhar. Tá muito dependente dela. Ta na hora de bater asas.
8d
É simples.
Imponha-se.
Você é um homem ou um saco de pipoca?
Imponha-se.
Você é um homem ou um saco de pipoca?
Tenha sua própria casa. Sua casa, suas regras. Não tem outra forma.
Não sei bem como é ter TEA, mas se tu se vira, vai lá uai
qual sua dúvida?
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