Como vocês lidam com o fato de saberem que provavelmente nunca serão amados em sua essência?

Acredito que qualquer um que já passou dos 25 tenha percebido que em 99,9% das vezes o que chamamos de "amor" na verdade é uma troca de interesses.
Um homem quebrado e/ou doente será abandonado pela mulher 99,9% das vezes. Ou pior, nem vai ser cogitado para um início de relacionamento sério se já estiver nessa situação.
Uma mulher que perde sua beleza e atrarividade sexual será abandonada pelo homem em 99,9% das vezes. Ou pior, nem vai ser cogitado para um início de relacionamento sério se já estiver nessa situação.

Lógico que os 99,9% é uma estatística fictícia que inventei para ilustrar a proporção. Mas o fato é que o amor de verdade é raríssimo.

Depois de certa idade, por experiência própria e por experiência de terceiros, a gente acaba vendo que quase ninguém fica em um relacionamento se a outra pessoa não estiver constantemente provendo benefícios (vale tanto para homens como para mulheres).

Isso tem me criado um certo sentimento de mágoa. Mas não uma mágoa com pessoas específicas (e muito menos contra todas as mulheres). O sentimento de mágoa que venho tendo é em relação à ideia mentirosa de "amor verdadeiro" que a sociedade me vendeu.

Durante toda a minha infância e adolescência eu acreditei que bastaria me esforçar e um dia eu encontraria alguém que me amasse do jeito que eu sou. Mas o que eu vejo é que a cada dia que passa as únicas chances de "amor" que estão restando são aqueles amores condicionados à contraprestação de algum benefício (e nem tô falando de dinheiro).

Então queria saber se vocês já lidaram com a sensação de que nunca serão amados por sua essência.
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eles perguntam
2 respostas
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elas respondem
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anônima
35m
Eu já aceitei, se a pessoa pelo menos tiver consideração por mim já é melhor que nada...
eles respondem
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É. Eu penso sobre isso às vezes. Mas na verdade minha conclusão é a oposta. Se em algum momento eu for amado, vai ser com certeza pela essência, agora se eu acho que isso vai ocorrer é outra conversa. Não tenho expectativas, mas também não sou totalmente cético de nada.