Você foi muito solitário na infância e na adolescência?
Acha que isso impactou sua vida adulta de alguma forma? Talvez você tenha desenvolvido mais independência, introspecção e facilidade em ficar sozinho, mas também dificuldade para criar vínculos, confiar nas pessoas, lidar com intimidade ou se sentir pertencente. Como isso afetou você?
E se sua experiência foi o oposto, você teve uma infância e adolescência muito sociáveis, como isso refletiu na sua vida adulta? Você se sente mais confortável criando vínculos ou até mais carente de afeto e companhia?
E se sua experiência foi o oposto, você teve uma infância e adolescência muito sociáveis, como isso refletiu na sua vida adulta? Você se sente mais confortável criando vínculos ou até mais carente de afeto e companhia?
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9 respostas
2
7
elas respondem
2
1h
Eu era uma criança bem "arroz de festa” KK Fazia gracinha para os adultos, conversava, brincava e não ligava muito para o que pensavam de mim. Até que com meus 6/7 anos, comecei a perceber que às vezes não riam do que eu fazia, mas de mim.
Minha mãe tentava me “preservar”, pedindo que eu não falasse tanto ou não fizesse certas coisas, e eu fui aprendendo a me policiar. Com o tempo, ou me remedavam, ou riam de mim, ou simplesmente não davam importância ao que eu falava.
Na adolescência, comecei a me fechar, a não falar com ninguém e a querer ficar sozinha. Eu me forçava a interagir, percebia que estava ficando cada vez mais isolada, mas acontecia a mesma coisa e eu recuava. Isso foi virando uma ansiedade social fudida, a ponto de eu não conseguir olhar na cara das pessoas justamente quando estava tendo que aprender a me virar sozinha. Eu não conseguia nem pedir um pão na padaria.
Mesmo com tudo isso, eu fui aprendendo a me virar e dar meus pulos. Sou uma introvertida com alma extrovertida: gosto de pessoas, vínculos e companhia, mas preciso me esforçar muito para socializar e parecer minimamente “normal”, gastando uma energia absurda nisso KKKKK. Aprendi a funcionar sozinha, mas me sentir à vontade com os outros é outra história. Eu gosto de gente só não tenho bateria social de fábrica.
Minha mãe tentava me “preservar”, pedindo que eu não falasse tanto ou não fizesse certas coisas, e eu fui aprendendo a me policiar. Com o tempo, ou me remedavam, ou riam de mim, ou simplesmente não davam importância ao que eu falava.
Na adolescência, comecei a me fechar, a não falar com ninguém e a querer ficar sozinha. Eu me forçava a interagir, percebia que estava ficando cada vez mais isolada, mas acontecia a mesma coisa e eu recuava. Isso foi virando uma ansiedade social fudida, a ponto de eu não conseguir olhar na cara das pessoas justamente quando estava tendo que aprender a me virar sozinha. Eu não conseguia nem pedir um pão na padaria.
Mesmo com tudo isso, eu fui aprendendo a me virar e dar meus pulos. Sou uma introvertida com alma extrovertida: gosto de pessoas, vínculos e companhia, mas preciso me esforçar muito para socializar e parecer minimamente “normal”, gastando uma energia absurda nisso KKKKK. Aprendi a funcionar sozinha, mas me sentir à vontade com os outros é outra história. Eu gosto de gente só não tenho bateria social de fábrica.
1h
Negativo
eles respondem
7
eu era mais desinibido quando adolescente
2h
Sim
1h
bastante solitário, ainda sou
anônimo
1h
Não, foi agitada , sobre isso de impacto na vida adulta acredito que o impacto foi mais voltado a escolha da minha carreira profissional,
1h
Na infância não, mas na adolescência sim
Im mr lonely
1h
Sou introvertido, mas sempre tive bons amigos.
Aprendi a valorizar minha propria companhia, sem depender de validação dos demais, ainda que sempre pudesse contar com amigos.
Parte negativa que isso me privou de relacionamentos mais profundos. Tenho dificuldade para lidar com o que sinto.
Aprendi a valorizar minha propria companhia, sem depender de validação dos demais, ainda que sempre pudesse contar com amigos.
Parte negativa que isso me privou de relacionamentos mais profundos. Tenho dificuldade para lidar com o que sinto.
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