Estou sendo egoísta ou errada por querer passar esse momento na igreja e depois ir para a casa dele?
anônima
Há um ano meu namorado sofreu um acidente muito grave, quase morreu. Depois disso, eu me aproximei muito de Deus. Sempre fui à igreja, mas hoje estou realmente envolvida: vou todos os domingos, participo dos eventos, sirvo e trabalho na igreja. Isso tem sido muito importante pra mim.
Ele não vai comigo.
No Natal, ele quis passar com a família dele o que eu entendi totalmente, porque no ano passado...
Ele não vai comigo.
No Natal, ele quis passar com a família dele o que eu entendi totalmente, porque no ano passado...
eles respondem
O Sentimento Oceânico – Romain Rolland
Rolland descreveu essa experiência como uma sensação de infinitude, de unidade com o todo, de dissolução das fronteiras do eu. Não é simplesmente crença doutrinária, mas uma vivência de transcendência — um mergulho naquilo que parece maior do que nós. Para algumas pessoas, esse sentimento se manifesta na natureza; para outras, na arte; para outras ainda, no silêncio ou na oração comunitária.
A igreja, nesse sentido, pode funcionar como:
• espaço de comunhão simbólica
• lugar de segurança existencial
• experiência de pertencimento
• ambiente que facilita o contato com o sagrado
Agora, a questão: isso é egoísmo?
• pertencimento saudável, que fortalece a pessoa para viver no mundo
• e refúgio absoluto, que afasta a pessoa do mundo
Talvez a pergunta mais fecunda não seja “estou sendo egoísta?”, mas:
• Estar na igreja me torna mais amorosa com as pessoas fora dela?
• Isso me aproxima da vida ou me afasta dela?
• Estou buscando Deus ou estou evitando algo?
Se a igreja é um lugar onde você encontra sentido, comunhão e expansão interior, não há erro nisso. O problema nunca é o desejo de transcendência — é apenas quando a transcendência se torna uma forma de recusar a própria humanidade.
Rolland descreveu essa experiência como uma sensação de infinitude, de unidade com o todo, de dissolução das fronteiras do eu. Não é simplesmente crença doutrinária, mas uma vivência de transcendência — um mergulho naquilo que parece maior do que nós. Para algumas pessoas, esse sentimento se manifesta na natureza; para outras, na arte; para outras ainda, no silêncio ou na oração comunitária.
A igreja, nesse sentido, pode funcionar como:
• espaço de comunhão simbólica
• lugar de segurança existencial
• experiência de pertencimento
• ambiente que facilita o contato com o sagrado
Agora, a questão: isso é egoísmo?
• pertencimento saudável, que fortalece a pessoa para viver no mundo
• e refúgio absoluto, que afasta a pessoa do mundo
Talvez a pergunta mais fecunda não seja “estou sendo egoísta?”, mas:
• Estar na igreja me torna mais amorosa com as pessoas fora dela?
• Isso me aproxima da vida ou me afasta dela?
• Estou buscando Deus ou estou evitando algo?
Se a igreja é um lugar onde você encontra sentido, comunhão e expansão interior, não há erro nisso. O problema nunca é o desejo de transcendência — é apenas quando a transcendência se torna uma forma de recusar a própria humanidade.