Quem trabalha, o que acha do próprio trabalho?
comecei a trabalhar recentemente, e ate agora estou achando bem dboa mesmo pegando ônibus lotado e passando o dia pegando peso, quando chego em casa nao me sinto muito cansada ao ponto de ficar reclamando o tempo inteiro que estava trabalhando e por isso não posso ajudar a fazer as coisas, nem sei se deu pra entender
eles respondem
Minha cara, sou eu alfaiate de ofício. Dir-lhe-ei, com a devida compostura, que o juízo alheio acerca de nosso labor raramente se limita à mera utilidade da peça, mas estende-se à impressão de ordem, decoro e distinção que dela emana. O cliente, ao vestir um traje bem talhado, não louva apenas o corte ou a costura, louva, ainda que tacitamente, a disciplina do artífice, a paciência do ofício e o rigor das proporções.
Entre nós, alfaiates de espírito mais zeloso, entende-se que cada ponto encerra um pacto silencioso com a elegância. Assim, quando o trabalho é digno, o reconhecimento não se manifesta em alardes, mas na confiança reiterada, no retorno do cavalheiro, na indicação discreta, no olhar satisfeito diante do espelho.
Se, porém, o labor carece de esmero, a crítica não se faz ruidosa. Revela-se antes na ausência, o cliente que não torna, o nome que não circula. Pois, em nossa arte, a reputação não se proclama, costura-se, ponto a ponto, até tornar-se vestimenta invisível, porém indissociável do nome de quem a fez.
Entre nós, alfaiates de espírito mais zeloso, entende-se que cada ponto encerra um pacto silencioso com a elegância. Assim, quando o trabalho é digno, o reconhecimento não se manifesta em alardes, mas na confiança reiterada, no retorno do cavalheiro, na indicação discreta, no olhar satisfeito diante do espelho.
Se, porém, o labor carece de esmero, a crítica não se faz ruidosa. Revela-se antes na ausência, o cliente que não torna, o nome que não circula. Pois, em nossa arte, a reputação não se proclama, costura-se, ponto a ponto, até tornar-se vestimenta invisível, porém indissociável do nome de quem a fez.