Para você que é cristão, você tem em seu coração vontade de fazer as coisas do mundo, como festas e prostituição?
Vocês tem aquela vontade ou já teve no começo da caminhada cristã vontade de fazer coisas erradas ou quando voces se converte as vontades de fazer coisas erradas passa?
eles respondem
Minha cara, permita-me responder-lhe com a franqueza austera que seria própria de um espírito moldado tanto pelo rigor puritano quanto pela tradição da Igreja da Inglaterra.
A inclinação para os prazeres do mundo, sejam eles as festas dissolutas, os vícios ou a devassidão, não desaparece de modo súbito com a conversão. Tal suposição seria, aos olhos de um homem sóbrio, ingênua. A natureza humana, marcada por suas fraquezas, não se reforma por um único ato, mas por um contínuo labor moral.
Mesmo após voltar-se a Deus, o indivíduo pode, sim, experimentar desejos conflitantes. Há uma luta interior, por vezes silenciosa, entre aquilo que ele reconhece como justo e aquilo que sua carne ainda anseia. Essa tensão não é sinal de hipocrisia, mas evidência de consciência moral desperta.
O erro não reside na tentação em si, mas na rendição a ela. Um homem verdadeiramente comprometido com a vida cristã não se define pela ausência de impulsos, mas pela disciplina com que os governa. Ele pode sentir o chamado das antigas inclinações, mas aprende, com o tempo e a prática, a recusá-las com firmeza crescente.
Com o amadurecimento espiritual, tais desejos tendem a perder sua força e encanto. Aquilo que antes seduzia passa a ser visto com certa gravidade, não apenas como proibido, mas como indigno de um caráter que aspira à retidão.
Portanto, não, a conversão não extingue imediatamente as vontades desordenadas; antes, inaugura um combate interior. E é precisamente nesse combate, travado com constância, humildade e vigilância, que se forja o verdadeiro caráter cristão.
A inclinação para os prazeres do mundo, sejam eles as festas dissolutas, os vícios ou a devassidão, não desaparece de modo súbito com a conversão. Tal suposição seria, aos olhos de um homem sóbrio, ingênua. A natureza humana, marcada por suas fraquezas, não se reforma por um único ato, mas por um contínuo labor moral.
Mesmo após voltar-se a Deus, o indivíduo pode, sim, experimentar desejos conflitantes. Há uma luta interior, por vezes silenciosa, entre aquilo que ele reconhece como justo e aquilo que sua carne ainda anseia. Essa tensão não é sinal de hipocrisia, mas evidência de consciência moral desperta.
O erro não reside na tentação em si, mas na rendição a ela. Um homem verdadeiramente comprometido com a vida cristã não se define pela ausência de impulsos, mas pela disciplina com que os governa. Ele pode sentir o chamado das antigas inclinações, mas aprende, com o tempo e a prática, a recusá-las com firmeza crescente.
Com o amadurecimento espiritual, tais desejos tendem a perder sua força e encanto. Aquilo que antes seduzia passa a ser visto com certa gravidade, não apenas como proibido, mas como indigno de um caráter que aspira à retidão.
Portanto, não, a conversão não extingue imediatamente as vontades desordenadas; antes, inaugura um combate interior. E é precisamente nesse combate, travado com constância, humildade e vigilância, que se forja o verdadeiro caráter cristão.