Patriotas que defendem outra nação explorar o seu país fazem sentido?
anônima
Não faz. Ser patriota é defender a soberania nacional e o próprio território. Mas, os bolsominions se dizem patriotas e defendem a laranja amaldiçoada invadir o Brasil e roubar as riquezas naturais daqui. Que patriotismo é esse?
eles respondem
anônimo
23d
Sua provocação padece de um anacronismo conceitual. Você usa a definição de soberania do séc. XIX, de "posse física do território", mas poder real no século XXI é soberania de fluxo e infraestrutura institucional.
Tanto é o caso que as nações mais poderosas são justamente as que não têm postura isolacionista. Riqueza mineral não é capital, apenas potencialidade física. Sem inserção em cadeias globais de valor, sem aporte de tecnologia de ponta (que você chama de "invasão"), o Brasil permanece uma economia rentista e extrativista de baixo valor agregado. Defender a abertura para o capital estrangeiro é importar a eficiência alheia.
Não há vácuo de poder. Se o Brasil não se alinha ao eixo ocidental, ele se torna satélite do eixo eurasiático. Um desses eixos preserva melhor os valores ocidentais de propriedade privada e de liberdade individual, o outro não. O apoio a líderes internacionais alinhados à direita é tanta "vassalagem" quanto a histórica submissão do país a pactos e burocracias transnacionais, a exemplo das quais estão o sistema de certificação e as Barreiras Verdes (FSC e Moratória da Soja), cujos selos de sustentabilidade europeus o país é obrigado a adotar integralmente para acessar mercados internacionais. Trata-se, no máximo, de uma soberania de prateleira: o Brasil é dono da terra, mas o mercado europeu dita o uso do solo.
Outro exemplo é o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e as COPs, que tratam a Amazônia como um "bem público global" (visão aliás compartilhada massivamente pela esquerda); que "soberania" é essa, que é compartilhada? Não é preciso dizer que esses fóruns convertem-se em tratados (como o Acordo de Paris) que submetem a infraestrutura brasileira (rodovias, hidrelétricas) à aprovação moral e financeira de organismos em Genebra ou em Nova York, né?
Tanto é o caso que as nações mais poderosas são justamente as que não têm postura isolacionista. Riqueza mineral não é capital, apenas potencialidade física. Sem inserção em cadeias globais de valor, sem aporte de tecnologia de ponta (que você chama de "invasão"), o Brasil permanece uma economia rentista e extrativista de baixo valor agregado. Defender a abertura para o capital estrangeiro é importar a eficiência alheia.
Não há vácuo de poder. Se o Brasil não se alinha ao eixo ocidental, ele se torna satélite do eixo eurasiático. Um desses eixos preserva melhor os valores ocidentais de propriedade privada e de liberdade individual, o outro não. O apoio a líderes internacionais alinhados à direita é tanta "vassalagem" quanto a histórica submissão do país a pactos e burocracias transnacionais, a exemplo das quais estão o sistema de certificação e as Barreiras Verdes (FSC e Moratória da Soja), cujos selos de sustentabilidade europeus o país é obrigado a adotar integralmente para acessar mercados internacionais. Trata-se, no máximo, de uma soberania de prateleira: o Brasil é dono da terra, mas o mercado europeu dita o uso do solo.
Outro exemplo é o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e as COPs, que tratam a Amazônia como um "bem público global" (visão aliás compartilhada massivamente pela esquerda); que "soberania" é essa, que é compartilhada? Não é preciso dizer que esses fóruns convertem-se em tratados (como o Acordo de Paris) que submetem a infraestrutura brasileira (rodovias, hidrelétricas) à aprovação moral e financeira de organismos em Genebra ou em Nova York, né?