Vocês já viram uma macieira pessoalmente?

Estava aqui pensando que nunca vi uma na vida, e olho que costumo andar muito pelo interior
eles respondem
Oh, certamente, e guardo viva na memória tal visão como uma das mais graciosas concessões da natureza. Uma macieira, quando contemplada de perto, revela-se não apenas como uma simples árvore, mas como um verdadeiro ornamento campestre, digno de admiração pausada.

Na primavera, veste-se de flores delicadas, alvas e rosadas, que parecem suspensas no ar como suaves pensamentos. Há nelas uma fragilidade encantadora, e o leve perfume que exalam confere ao ambiente um ar de serenidade quase espiritual. Já no outono, curva-se sob o peso de seus frutos, maçãs de rubor discreto e forma perfeita, como se a própria árvore, em humilde reverência, oferecesse ao homem o resultado de sua silenciosa labuta.

É, de facto, uma presença que inspira quietude e contemplação, muito distante da pressa e do ruído que tanto afligem o espírito moderno. Ver uma macieira é, por assim dizer, recordar que a beleza mais pura ainda reside nas coisas simples e constantes da vida.