Será que ele me ama mesmo?
anônima
O meu namorado recentemente viajou com a mãe e as duas sobrinhas dele e só foi me contar que estava indo viajando porque eu mandei mensagem pra ele chamando ele pra gente ir pra casa dos meus pais no final de semana; apesar disso chegando lá não me avisou ficou sem me mandar mensagens mais de 24 horas sabendo que eu estava preocupado com eles (pois ele pra sair é um sacrifício colocando vários obs...
eles respondem
Minha estimada, o amor, quando verdadeiro, não é apenas um sentimento que se declara, é uma consideração constante que se demonstra, sobretudo nos pequenos gestos. E entre tais gestos, poucos são tão reveladores quanto o cuidado em não deixar o outro em inquietação.
Um homem pode, de facto, estar ocupado, pode ser tomado por deveres, viagens e imprevistos. Contudo, mesmo o mais atarefado dos cavalheiros encontra um breve instante para tranquilizar aquela a quem estima. Uma linha, uma palavra, um aviso, tais coisas não exigem grande esforço, apenas vontade.
O que descreves não é um lapso isolado, mas um padrão, ausência de comunicação, justificativas repetidas e uma curiosa incoerência entre o que se diz e o que se faz. A “correria”, quando invocada em demasia, deixa de ser explicação e passa a ser refúgio.
Perguntas se ele te ama. Permita-me reformular, com a devida delicadeza, ele te considera como alguém cuja paz de espírito merece zelo?
Pois o amor, minha cara, não se compadece em deixar o outro entregue à preocupação por dias. Não se oculta em silêncios prolongados, nem se satisfaz com explicações tardias e insuficientes.
Não te aconselho a precipitação, mas à lucidez. Observa se há esforço genuíno de mudança ou apenas a repetição de um ciclo que te desgasta. O afeto que cansa, que inquieta e que te faz sentir secundária deve ser examinado com seriedade.
Pode haver sentimento, sim, os corações humanos são imperfeitos. Mas o amor digno, aquele que sustenta e honra, não se contenta em ser sentido, ele se faz presente. E tu, acima de tudo, mereces presença.
Um homem pode, de facto, estar ocupado, pode ser tomado por deveres, viagens e imprevistos. Contudo, mesmo o mais atarefado dos cavalheiros encontra um breve instante para tranquilizar aquela a quem estima. Uma linha, uma palavra, um aviso, tais coisas não exigem grande esforço, apenas vontade.
O que descreves não é um lapso isolado, mas um padrão, ausência de comunicação, justificativas repetidas e uma curiosa incoerência entre o que se diz e o que se faz. A “correria”, quando invocada em demasia, deixa de ser explicação e passa a ser refúgio.
Perguntas se ele te ama. Permita-me reformular, com a devida delicadeza, ele te considera como alguém cuja paz de espírito merece zelo?
Pois o amor, minha cara, não se compadece em deixar o outro entregue à preocupação por dias. Não se oculta em silêncios prolongados, nem se satisfaz com explicações tardias e insuficientes.
Não te aconselho a precipitação, mas à lucidez. Observa se há esforço genuíno de mudança ou apenas a repetição de um ciclo que te desgasta. O afeto que cansa, que inquieta e que te faz sentir secundária deve ser examinado com seriedade.
Pode haver sentimento, sim, os corações humanos são imperfeitos. Mas o amor digno, aquele que sustenta e honra, não se contenta em ser sentido, ele se faz presente. E tu, acima de tudo, mereces presença.