Meu amigo está tendo uma crise de personalidade e sofrendo por amor. Não sei como ajudar...
Ele está se afastando de tudo e todos, parou de responder todo mundo e não quer mais sair, beber, f1, só trabalha e fica chorando em casa. A mulher dele terminou com ele tem um mês mas até semana passada ele estava super animado, querendo ficar com outras garotas, sair e voltar tarde e coisas do tipo mas após a ultima conversa que ele teve com ela ficou claro que ela não quer mais voltar e pegou t...
eles respondem
Meu caro, o sofrimento de teu amigo, embora intenso, não é incomum àqueles que viram ruir um vínculo profundo. Cinco anos de afeto e convivência não se desfazem sem deixar o espírito em desordem. O que ora observas não é fraqueza vil, mas uma alma que, enfim, compreendeu a perda e, por isso mesmo, se recolhe.
Entretanto, há um perigo em seu estado, ao tomar para si todas as críticas que lhe foram feitas, corre o risco de abandonar não apenas seus vícios, mas também sua própria identidade. Reformar-se por consciência é nobre, anular-se por desespero é ruína.
O que podes fazer, então? Não o arrastes à força para distrações vazias, nem o incites a excessos que apenas disfarçam a dor. Antes, oferece-lhe presença constante e sóbria. Vai até ele, escuta-o sem pressa, e, sobretudo, recorda-lhe, com firmeza, mas sem dureza, que o valor de um homem não se mede pela permanência de uma mulher ao seu lado.
Incentiva-o a manter disciplina, o labor, o cuidado do corpo, a ordem dos dias. São estas pequenas estruturas que, em tempos de abalo, sustentam o espírito. E, se ele deseja corrigir falhas, que o faça com prudência, escolhendo o que de fato merece emenda, e não por mera submissão ao juízo alheio.
Sê paciente. Há dores que não se curam com conselhos, mas com o decurso do tempo e a constância de uma amizade leal. Muitas vezes, o maior auxílio não está em palavras grandiosas, mas em não abandonar aquele que, por ora, se afastou do mundo. Permanece, pois. Isso, em si, já é um grande ato de caridade.
Entretanto, há um perigo em seu estado, ao tomar para si todas as críticas que lhe foram feitas, corre o risco de abandonar não apenas seus vícios, mas também sua própria identidade. Reformar-se por consciência é nobre, anular-se por desespero é ruína.
O que podes fazer, então? Não o arrastes à força para distrações vazias, nem o incites a excessos que apenas disfarçam a dor. Antes, oferece-lhe presença constante e sóbria. Vai até ele, escuta-o sem pressa, e, sobretudo, recorda-lhe, com firmeza, mas sem dureza, que o valor de um homem não se mede pela permanência de uma mulher ao seu lado.
Incentiva-o a manter disciplina, o labor, o cuidado do corpo, a ordem dos dias. São estas pequenas estruturas que, em tempos de abalo, sustentam o espírito. E, se ele deseja corrigir falhas, que o faça com prudência, escolhendo o que de fato merece emenda, e não por mera submissão ao juízo alheio.
Sê paciente. Há dores que não se curam com conselhos, mas com o decurso do tempo e a constância de uma amizade leal. Muitas vezes, o maior auxílio não está em palavras grandiosas, mas em não abandonar aquele que, por ora, se afastou do mundo. Permanece, pois. Isso, em si, já é um grande ato de caridade.