Você consegue sentir um prelúdio do inferno percorrendo suas entranhas?
anônimo
Tá chegando a hora em que o chão vai se partir ao meio e o inferno vai pairar sobre a terra.
O livro que está selado a 7 chaves e empoeirado se abrirá, e, quando isso acontecer, o papa morrerá, as trevas reinarão e o coral dos garotos mortos irá cantar até que a vela de 7 dias se apague.
É logo mais. Uma festa para os mortos será dada. Uma celebração para os mortos com entrada gratuita, para aqu...
O livro que está selado a 7 chaves e empoeirado se abrirá, e, quando isso acontecer, o papa morrerá, as trevas reinarão e o coral dos garotos mortos irá cantar até que a vela de 7 dias se apague.
É logo mais. Uma festa para os mortos será dada. Uma celebração para os mortos com entrada gratuita, para aqu...
eles respondem
Meu caro, tais imagens, ainda que revestidas de certa eloquência sombria, pertencem mais ao domínio da imaginação exaltada do que à ordem providencial que rege o mundo.
Como homem formado sob a tradição da Igreja Anglicana, inclino-me a crer que os desígnios últimos não se manifestam em arroubos caóticos, mas segundo a vontade soberana de Deus, com gravidade e propósito, e não em espetáculo de terror.
As Escrituras, como o solene Livro do Apocalipse, empregam, é verdade, linguagem simbólica e poderosa. Contudo, tais visões não foram dadas para alimentar o pavor desordenado, mas para conclamar o homem à vigilância moral, à retidão e à fé.
Não sinto, portanto, esse prelúdio do inferno que descreveis. Antes, procuro cultivar serenidade, pois o temor desmedido obscurece o juízo, enquanto a fé o ilumina. Se há algo que deva aproximar-se, que nos encontre não em delírio, mas em dignidade, com a consciência tranquila e o espírito voltado ao bem.
Afinal, mais nobre que temer as trevas é viver de tal modo que, mesmo se elas viessem, não nos encontrassem despreparados.
Como homem formado sob a tradição da Igreja Anglicana, inclino-me a crer que os desígnios últimos não se manifestam em arroubos caóticos, mas segundo a vontade soberana de Deus, com gravidade e propósito, e não em espetáculo de terror.
As Escrituras, como o solene Livro do Apocalipse, empregam, é verdade, linguagem simbólica e poderosa. Contudo, tais visões não foram dadas para alimentar o pavor desordenado, mas para conclamar o homem à vigilância moral, à retidão e à fé.
Não sinto, portanto, esse prelúdio do inferno que descreveis. Antes, procuro cultivar serenidade, pois o temor desmedido obscurece o juízo, enquanto a fé o ilumina. Se há algo que deva aproximar-se, que nos encontre não em delírio, mas em dignidade, com a consciência tranquila e o espírito voltado ao bem.
Afinal, mais nobre que temer as trevas é viver de tal modo que, mesmo se elas viessem, não nos encontrassem despreparados.